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Astrônomos detectam nova estrela próxima ao Cruzeiro do Sul

Nova Muscae 2026, a quinze mil anos-luz, é monitorada pela Unesp em Bauru; brilho pode ser visto a olho nu próximo à meia-noite

A Nova Muscae 2026 está posicionada na constelação da Mosca e é visível a olho nu no Brasil
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  • Explosão estelar foi identificada na constelação da Mosca, a quinze mil anos‑luz da Terra, próxima ao Cruzeiro do Sul, com o nome ASASSN‑26no (Nova Muscae 2026) e detectada em vinte e quatro de maio de dois mil e vinte e seis pelo programa ASAS‑SN.
  • O Observatório Didático de Astronomia da Unesp, em Bauru, acompanha o fenômeno.
  • O registro foi feito pelo colaborador sênior Demilson Quintão, com o telescópio SeeStar S50.
  • A explosão ocorre em um sistema binário entre uma anã branca e uma estrela companheira; a acumulação de material resulta em um brilho que pode chegar a bilhões de vezes o do Sol por dias ou semanas.
  • No Brasil, é possível observar com binóculos ou pequeno telescópio, especialmente nas horas após a meia‑noite, acompanhando a evolução do brilho nas próximas semanas.

Uma explosão estelar foi identificada na constelação da Mosca, a cerca de 15 mil anos-luz da Terra. O fenômeno recebeu o nome ASASSN-26no, ou Nova Muscae 2026, e foi detectado em 24 de maio de 2026 pelo programa internacional ASAS-SN, dedicado a monitorar supernovas no céu.

O observatório Didático de Astronomia da Unesp, com sede em Bauru (SP), acompanha o evento. A equipe já confirmou o registro com imagens captadas no Observatório SeeStar S50, conduzidas por Demilson Quintão, ecaminhadas pela parceria com o projeto.

A explosão acontece ao lado do Cruzeiro do Sul, símbolo nacional presente na bandeira do Brasil. Em sistemas binários, a estrela diminuta — uma anã branca — acumula material de uma companheira, levando a uma explosão termonuclear que aumenta drasticamente o brilho.

Esse tipo de evento é classificado como nova, mesmo que a estrela já existisse no local, apenas não fosse visível a olho nu. Durante a explosão, a luminosidade pode criar um brilho bilhões de vezes superior ao do Sol por semanas.

A ASASSN-26no está situada na constelação da Mosca. No Brasil, as condições de observação são favoráveis principalmente após a meia-noite. Binóculos ou um pequeno telescópio já permitem acompanhar a evolução do brilho nas próximas semanas.

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