- Cientistas do Museu de História Natural de Londres descrevem Praearcturus gigas, o maior escorpião já conhecido, com mais de um metro de comprimento.
- Vivia no Devoniano, há cerca de 415 milhões de anos, e era predador de elite, capaz de caçar na terra e na água.
- O gigantismo é atribuído à ausência de grandes predadores da época, com a espécie possivelmente levando vida semiaquática e alternando entre presas terrestres e peixes.
- A confirmação de que se tratava de um escorpião veio da anatomia: esterno alongado, pedipalpos grandes e dedos móveis de quase 8 centímetros, similaridades com Eramoscorpius brucensis.
- A linhagem pode ter persistido por pelo menos 40 milhões de anos, mas o destino final ainda é alvo de estudo, diante de mudanças ecológicas futuras.
Cientistas do Museu de História Natural de Londres anunciaram a descoberta do maior escorpião já registrado, o Praearcturus gigas, que viveu há cerca de 415 milhões de anos, no período Devoniano. O animal tinha mais de um metro de comprimento e dominava ecossistemas aquáticos e terrestres.
A pesquisa indica que esse predador ocupava o topo da cadeia alimentar, capaz de caçar e devorar várias espécies. O corpo era equipado com garras de 16 cm e pedipalpos de dedos móveis de quase 8 cm, sugerindo predatória eficiente em diferentes ambientes.
A identificação foi consolidada em estudo publicado na revista Palaeontology, liderado por Richard J. Howard, curador de artrópodes fósseis do museu. Tomografia computorizada ajudou a confirmar que os fragmentos pertenciam a um escorpião pré-histórico.
O gigante é descrito como solitário, em uma era de biodiversidade ainda incipiente, com ancestrais de répteis, aves e mamíferos ainda próximos da água. A vida semiaquática permitiria alternar entre presas terrestres e aquáticas.
Os fósseis iniciais foram encontrados em 1871 entre Inglaterra e País de Gales, mas a identidade definitiva demorou. Foi apenas com a comparação anatômica com o escorpião canadense Eramoscorpius brucensis que a classificação ficou clara.
Segundo os pesquisadores, o gigantismo decorre da ausência de grandes predadores na época, o que favoreceu a dominância de Praearcturus gigas. A espécie pode ter mantido presença por pelo menos 40 milhões de anos após a primeira descoberta.
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