Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Consumo de frango cresce seis vezes desde os anos 60, com impacto ao clima

FAO aponta aumento expressivo no consumo global de frango desde os anos sessenta, elevando a produção e as emissões da pecuária.

Frango é a proteína cuja oferta mais cresceu no mundo nas últimas seis décadas (Freepik)
0:00
Carregando...
0:00
  • A FAO aponta que a oferta global de carne subiu de 25 kg por pessoa em 1961 para 47 kg em 2022, com o frango saltando de menos de três kg para 17 kg e o porco chegando a 15 kg; a carne bovina ficou estável em 9 kg.
  • A demanda por proteína animal deve continuar crescendo, e a agricultura é o segundo setor mais poluente, com emissão prevista de alta de 7,6% na próxima década; a pecuária responderia por cerca de 80% desse aumento.
  • No Brasil, o setor responde por aproximadamente 74% a 76% das emissões nacionais, tornando-se ao mesmo tempo o maior desafio climático e uma grande oportunidade de descarbonização.
  • O IPCC já indicou que reduzir o consumo de carne é uma das ações mais eficazes para combater a crise climática, mas a FAO não adota essa recomendação, gerando críticas da comunidade científica.
  • A distribuição do aumento no consumo de carne é desigual: países de baixa e média renda têm acesso mais restrito e preços mais altos; estima-se que 14% da carne e do leite produzidos globalmente se perdem ou desperdiçam.

O consumo global de carne cresce em ritmo acelerado. Um relatório da FAO aponta que a oferta mundial de carne praticamente dobrou em 60 anos e que o frango é a proteína que mais se expandiu, puxando o aumento. Em 1961, a per capita de aves era inferior a 3 kg; em 2022, atingiu 17 kg.

Entre 1961 e 2022, a carne suína dobrou, chegando a 15 kg por pessoa, enquanto a carne bovina estabilizou em 9 kg. O conjunto da oferta mundial saltou de 25 kg para 47 kg por pessoa, sinalizando uma transformação nos hábitos alimentares globais.

O estudo indica que a produção de proteína animal deve crescer ainda mais, acompanhando a demanda. A FAO adverte que a agricultura permanece como o segundo setor mais poluente da economia, com emissões previstas em alta de 7,6% na próxima década.

A pecuária responderia por cerca de 80% desse incremento, contribuindo para impactos na biodiversidade e para parte significativa das emissões de gases de efeito estufa. No Brasil, o setor representa aproximadamente 74% a 76% das emissões nacionais, elevando seu peso no debate climático.

Segundo o relatório, cerca de 14% da carne e do leite produzidos mundialmente é perdido ou desperdiçado ao longo da cadeia produtiva. No Brasil, essa perda seria suficiente para alimentar parte da população que enfrenta fome.

O IPCC já apontou a redução do consumo de carne como uma ação eficaz para enfrentar a crise climática. A FAO, porém, não endossa explicitamente esse caminho, o que gerou críticas da comunidade científica quanto às recomendações para países de diferentes rendas.

Daniela Battaglia, representante da FAO, ressalta que a distribuição do crescimento do consumo é desigual entre regiões. Países de alta renda exibem consumo elevado; nações de baixa renda enfrentam limitações de acesso e preço.

A organização também informou que outro relatório ambiental específico para a pecuária deve sair ainda neste ano, oferecendo novas perspectivas sobre sustentabilidade no setor. The postagens reforçam o debate sobre a relação entre alimentação e clima.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais