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Fibromialgia no inverno: o frio agrava sintomas pouco associados à doença

O frio intensifica a fibromialgia ao atuar no sistema nervoso autônomo, aumentando dor, nariz entupido, bexiga hiperativa e névoa mental

Nariz inchado, gases e esquecimento? Descubra como o frio afeta o sistema nervoso e dispara sintomas raros em quem tem fibromialgia
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  • No inverno, a fibromialgia envolve sensibilização central e disfunção do sistema nervoso autônomo, com o frio atuando como estressor que amplifica a dor e prejudica a circulação nos tecidos.
  • Nariz inchado e dificuldade de respirar profundo podem ocorrer pela ativação do nervo trigêmio, que aumenta a mucosa nasal e gera sensação de aperto no peito.
  • A bexiga pode ficar mais ativa no frio, com urgência e dor pélvica por overstimulation do sistema nervoso simpático e aumento do volume urinário.
  • Mãos e pés costumam ficar gelados, com mudanças de cor e dores agudas devido à queda da circulação nas extremidades, provocando choques e formigamento.
  • O frio piora a névoa mental e a fadiga, pois reduz o sono profundo ao alterar melatonina e serotonina, além de aumentar cólicas e distensão abdominal por disfunção do sistema nervoso entérico.

A fibromialgia traz mudanças que vão além da dor muscular. Com a queda de temperatura, pacientes costumam sentir aumento da dor, rigidez e sinais que parecem estranhos à primeira vista. O fenômeno envolve o sistema nervoso e a resposta do corpo ao frio.

Especialistas explicam que a doença envolve sensibilização central e disfunção do Sistema Nervoso Autônomo. O frio atua como estressor, ativando receptores nervosos e disparando sinais de dor. Além disso, o fluxo sanguíneo fica comprometido, reduzindo oxigenação nos tecidos periféricos.

Nariz inchado, peito curto e outras sensações

Uma queixa comum é nariz pesado e dificuldade para respirar. O ar frio aumenta a sensibilidade do nervo trigêmio, provocando inchaço da mucosa nasal mesmo sem rinite. O frio também contrai músculos do tórax, gerando aperto no peito e sensação de dificuldade respiratória.

Baixa qualidade do sono e névoa mental

No inverno, lapsos de memória e prejudicada concentração aparecem com mais intensidade. A menor luminosidade interfere na melatonina e na serotonina, prejudicando o sono profundo. O resultado é fibrofog e fadiga acentuada.

Bexiga e digestão sob pressão

O estresse térmico eleva a ativação do sistema nervoso simpático, levando a contrações involuntárias na bexiga e aumento do volume urinário. A desregulação também pode ampliar desconfortos pélvicos e urgência.

Extremidades azuladas e dor nas mãos

Mãos e pés tendem a ficar frios, com alterações de cor e dor intensa. A retirada brusca de sangue para proteger órgãos vitais causa falta de oxigenação local, gerando dor aguda, choques e formigamento.

Distensão abdominal e cólicas

O frio altera a motilidade intestinal e pode aumentar gases e espasmos. A hiperalgesia visceral eleva o desconforto abdominal, com distensão visível e dor localizada.

Essas alterações reforçam a necessidade de planejamento terapêutico para estetizar quedas de temperatura. O objetivo é proteger o sistema nervoso e reduzir eventos agudos durante o inverno.

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