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Inundações em 2025 causaram 4,2 mil mortes e US$ 28 bilhões em perdas

Estudo internacional com participação brasileira aponta quatro mil e duzentas mortes e US$ 28 bilhões em danos por inundações em 2025, destacando alertas e prevenção

Vista aérea de uma cidade inundada, com casas e ruas submersas em água barrenta. Telhados cinzas e marrons se destacam na paisagem alagada, com algumas árvores e edifícios maiores, como um ginásio e prédios brancos, parcialmente visíveis. A extensão da inundação é vasta, cobrindo grande parte da área urbana.
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  • Em 2025, inundações causaram 4,2 mil mortes no mundo e prejuízo de US$ 28 bilhões, segundo estudo de pesquisadores da Unesp, CEMADEN e parceiros internacionais.
  • O trabalho analisou enchentes globais do ano, combinando modelos de rios com dados da NASA (GLDAS) e informações populacionais para estimar áreas de risco.
  • Entre os episódios destacados estão o Texas, com mais de 135 mortes em julho, as fortes chuvas no Rio Grande do Sul em junho e eventos extremos na África.
  • Cerca de 56% da população exposta a enchentes em 2025 vive na Ásia, que concentrou a maioria das mortes globais; o relatório cita monções e derretimento de geleiras como fatores.
  • Os autores ressaltam que mapas de risco ajudam a alertar regiões sem monitoramento em campo e defendem investimentos em monitoramento e previsão para salvar vidas.

Um estudo internacional, com participação de pesquisadores brasileiros, analisou inundações ocorridas em 2025. Ao todo, foram registradas 4,2 mil mortes e prejuízos superiores a US$ 28 bilhões, em escala global. A pesquisa envolve a Unesp/CEMADEN eNASA, entre outras instituições.

A equipe usou modelos computacionais de rios e dados do sistema GLDAS da NASA. Os pesquisadores cruzaram o nível máximo dos rios em 2025 com históricos de 22 anos para classificar áreas de alto risco. Dados populacionais permitiram estimar a exposição ao perigo.

Para mortes e danos, o estudo utilizou o EM-DAT, da Universidade de Louvain. Entre os incidentes destacados, está o episódio no Texas em julho, com mais de 135 mortes, as enchentes no Rio Grande do Sul e o conjunto de eventos extremos no continente africano.

Panorama por continente

O texto aponta que 56% da população exposta a inundações em 2025 vivia na Ásia, com cerca de 202 milhões de pessoas, e que a maior parte das mortes ocorreu ali. Monções, derretimento de geleiras e padrões climáticos contribuíram para os impactos.

Na Europa, 9% dos habitantes ficaram em áreas de risco. A Oceania registrou enchentes severas na costa de Nova Gales do Sul, na Austrália, associadas a sistemas de baixa pressão.

O estudo ressalta que 2025 apresentou menor exposição a inundações entre as duas últimas décadas, mas alerta que emissões de gases de efeito estufa permaneceram elevadas e as temperaturas globais foram altas. Fenômenos como El Niño e ODP influenciaram o panorama.

Implicações e uso de dados

Mapas de risco, gerados para o estudo, podem funcionar como alertas para regiões sem monitoramento em campo. A comunicação efetiva de avisos é citada como crucial para reduzir fatalidades, especialmente onde a vigilância é limitada.

Alcântara enfatiza que enchentes repetidas em áreas já saturadas aumentam a vulnerabilidade. O artigo recomenda ampliar ferramentas de monitoramento, previsão e disseminação de informações para salvar vidas.

Este material reforça a importância de políticas de prevenção e reconstrução que considerem a variabilidade climática e a exposição populacional, em um contexto de mudanças climáticas globais.

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