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Jovens mais otimistas com uso de IA na vida afetiva

Quase metade dos jovens até 34 anos acredita que companheiros íntimos de IA aumentarão a felicidade; há divisão regional, com ocidente mais cético que a Ásia

Confiança nas relações sentimentais com a inteligência artificial está crescendo entre as novas gerações, aponta pesquisa
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  • Quase metade dos jovens entre 18 e 34 anos acredita que “companheiros íntimos de IA” vão melhorar a felicidade humana na próxima década (48% entre 18 e 24 anos, 47% entre 25 e 34 anos).
  • O otimismo diminui com a idade, chegando a cerca de 25% entre pessoas com 55 anos ou mais em relação a conexão emocional e bem-estar sexual.
  • Há divisões regionais: Indonésia tem 50% de aceitabilidade, Hong Kong 34%, Japão 24%, EUA 20%, Alemanha 15% e Reino Unido 9%.
  • Sobre o uso de bonecas íntimas com IA, apenas 17% dos entrevistados considerariam, enquanto 59% não fariam; jovens são mais propensos a experimentar.
  • A pesquisa aponta compreensão de que o crescimento de IA influencia relacionamentos, com debates sobre impactos emocionais e socioculturais, acompanhados por ações regulatórias nos EUA (FTC).

O interesse por IA na vida afetiva vem crescendo entre as jovens gerações, aponta estudo conduzido pela YouGov. Pesquisas realizadas em quase 10 mil pessoas nos EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, Indonésia e Hong Kong indicam que quase metade dos entrevistados com menos de 35 anos acredita que “companheiros íntimos de IA” podem trazer mais felicidade na próxima década. A pesquisa descreve um panorama de rápida evolução e divisão entre mercados.

Entre os mais jovens, o otimismo é expressivo. De 18 a 24 anos, 48% acreditam que a IA pode melhorar a felicidade, assim como 47% dos de 25 a 34 anos. Já quando o foco é conexão profunda e bem-estar sexual, as estimativas caem para 32% e 38%, respectivamente. Grupos mais velhos aparecem com menor expectativa nesse tema.

A pesquisa aponta ainda que o uso de IA em relações afetuivas varia conforme o contexto geográfico, com diferenças marcantes entre ocidente e Ásia. O estudo enfatiza um “panorama moral em rápida evolução” e uma maior receptividade na Ásia para a integração de IA na intimidade.

Divisão geográfica

Indonesia lidera entre as regiões estudadas: 50% de pessoas de todas as idades acreditam que a IA pode melhorar a conexão sexual e o bem-estar. Em Hong Kong, o índice é de 34%, e no Japão, 24%. Nos Estados Unidos, 20% dos entrevistados são otimistas; na Alemanha, 15%; e no Reino Unido, apenas 9%.

Segundo Philippe Chan, da YouGov, ocidente tende a enxergar a intimidade sintética como uma ameaça à proximidade humana, enquanto a Ásia mostra maior disposição para incorporar IA na vida pessoal. A pesquisa também revela que o uso de chatbots em romance é mais comum do que a adoção de bonecas com IA.

Bonecas com IA

Ao questionar sobre a possibilidade de usar bonecas íntimas com IA, 17% dos entrevistados disseram considerar a ideia, enquanto 59% afirmaram não pretendê-la. Jovens apresentam maior propensão ao experimento, destacando Japão e Alemanha, onde o interesse entre jovens é quase o dobro da média nacional.

O estudo também ressalta que, embora haja cautela generalizada, parte da população jovem demonstra disposição para ampliar o papel da IA nas relações afetivas. A equipe da Star X Gen, que encomendou a pesquisa, afirma não ter esperado tamanha disparidade regional.

Notas finais

A reportagem não aborda conclusões nem opiniões. As informações são baseadas no levantamento da YouGov com quase 10 mil participantes e nos dados da Star X Gen. O material não cita fontes adicionais nem divulga links. As informações foram divulgadas pela agência de imprensa associada à AFP.

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