- A SP Águas identificou quarenta e três mananciais em todo o estado com risco de indisponibilidade hídrica no futuro, incluindo recursos que abastecem Sorocaba, São José do Rio Preto, Bauru, Marília, Presidente Prudente, Campos do Jordão e Caraguatatuba.
- O Projeto Mananciais aposta na recomposição florestal, contenção de erosões e restauração de margens, com quarenta e três cursos d’água priorizados, plantio de mais de 600 mil mudas e obras de estabilização em várias margens.
- O estudo aponta cinquenta e nove obras de engenharia em doze bacias, com total estimado de implantação em R$ 1,4 bilhão; o investimento envolve áreas úmidas, áreas de preservação e ações de educação ambiental.
- Distribuídos em três eixos regionais (Águas do Tietê, Águas Norte e Águas Sul e Litoral), os investimentos somam oitenta milhões de reais na região norte, cento e dez milhões na norte e novecentos e sessenta e sete milhões na região sul e litoral, totalizando ações para quase dois milhões de habitantes.
- Cerca de oitenta por cento dos quatorze milhões de paulistas dependem de rios para abastecimento; o projeto prevê ainda educação ambiental em cinquenta e oito municípios, 16 parques e um programa de Pagamento por Serviços Ambientais para conservar áreas de vegetação e solos.
Estudo da SP Águas aponta 43 mananciais com risco de indisponibilidade hídrica no futuro, em todo o estado. O levantamento integra o Projeto Mananciais, parte do Programa Rios Vivos, e destaca rios que abastecem cidades como Sorocaba, Campos do Jordão, Rio Preto e Bauru. A ação visa recompor cursos d’água e ampliar a resiliência hídrica.
O diagnóstico envolve áreas úmidas prioritárias, recomposição florestal e obras para contenção de erosões e estabilização de margens. Ao todo, 596 hectares de áreas úmidas foram relacionados como prioritários e 393 hectares destinados à recomposição florestal. Projetos de engenharia incluem seis obras de contenção e estabilização de margens.
Estimativa aponta plantio superior a 600 mil mudas de árvores. O investimento em estudos e projetos soma R$ 7,7 milhões, com alcance previsto para cerca de 2 milhões de habitantes. O custo total de implantação dos projetos é avaliado em R$ 1,4 bilhão, com cronograma ainda a definir.
Ações previstas incluem educação ambiental em 58 municípios e implantação de 16 parques voltados ao lazer, à preservação ambiental e à conscientização da população. As intervenções visam melhorar a disponibilidade de água para o abastecimento público em várias bacias.
Ações previstas por região
Eixo Águas do Tietê: envolve 16 cursos d’água com recuperação de nascentes, proteção de margens e controle de erosões. Entre os casos críticos estão o Rio Batalha, que sustenta parte da população de Bauru, e o Rio Sorocabuçu, formador da Represa de Itupararanga.
Rio Sorocabuçu recebe atenção por poluição e assoreamento; o Rio São José dos Dourados abastece Mirassol; o Ribeirão Piraí atende Itu, Salto e Indaiatuba. Ao todo, estão previstos 15 projetos de recuperação de nascentes e 5 parques.
Total estimado do Eixo Águas do Tietê: R$ 441 milhões. Os recursos dependem de captação municipal ou uso de recursos próprios para execução.
Eixo Águas Norte: abrange bacias do norte e noroeste, com vulnerabilidades em 10 mananciais que atendem oito municípios. Entre os pontos críticos estão os Ribeirões Araras e Pitangueiras e o Rio do Carmo, com ações de recomposição de matas, contenção de margens e revegetação de taludes.
Total estimado do Eixo Águas Norte: R$ 110 milhões. As intervenções envolvem 131 hectares de mata e 143 hectares de áreas úmidas.
Eixo Sul e Litoral: 17 mananciais demandam atenção, incluindo o Rio do Peixe, que abastece Marília e Presidente Prudente, e o Rio Claro, que atende Caraguatatuba. No Vale do Paraíba, há ações para controlar erosões no Rio Una e no Rio do Fojo, afetando Taubaté e Campos do Jordão.
Total estimado do Eixo Águas Sul e Litoral: R$ 867 milhões. As ações incluem plantio de 289 mil mudas e proteção de 124 hectares de áreas de várzea.
Observações e impactos
O objetivo é revitalizar áreas degradadas e ampliar o aporte de água para abastecimento público. A proposta envolve também um programa de Pagamento por Serviços Ambientais, com potencial de créditos de carbono no mercado voluntário.
Segundo o diretor da SP Águas, a gestão integrada busca antecipar intervenções para ampliar a disponibilidade de água no longo prazo. A implementação dependerá da capacidade técnica e financeira dos municípios envolvidos.
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