- O transtorno alimentar mais comum hoje é a compulsion alimentary, com episódios de comer em excesso seguidos de sensação de perda de controle.
- Mulheres são as mais afetadas, com estimativas internacionais de 8,6% ao longo da vida, acima dos homens.
- Os episódios devem ocorrer pelo menos semanalmente por três meses para confirmar o diagnóstico, acompanhados de culpa e sofrimento emocional após cada crise.
- O subdiagnóstico é comum: muitos pacientes não reconhecem o problema nem são reconhecidos pelos médicos, confundindo-o com falta de força de vontade ou apenas com dietas.
- O tratamento é multiprofissional e pode incluir psicoterapia (principalmente terapia cognitivo-comportamental), acompanhamento nutricional, apoio psiquiátrico e, em alguns casos, medicamentos; o diagnóstico precoce melhora o prognosis.
A compulsão alimentar é o transtorno alimentar mais prevalente hoje, segundo estudos internacionais. Mulheres são as mais afetadas, com estimativas de 8,6% de chance de desenvolver ao longo da vida, acima dos homens. Muitos casos permanecem sem diagnóstico.
Apesar da fama de anorexia e bulimia, o transtorno de compulsão alimentar domina as estatísticas atuais. Episódios recorrentes de comer sem controle e sensação de culpa caracterizam a condição, que pode ocorrer mesmo com peso normal.
Muitos pacientes não reconhecem o problema, confundindo-o com falta de força de vontade. Por isso, o rastreamento é essencial na prática clínica, em especial para médicos de família, ginecologistas e cardiologistas.
Prevalência e sinais
A compulsão alimentar envolve episódios em que a pessoa ingere mais do que a maioria em situação similar, com perda de controle. Esse padrão precisa ocorrer semanalmente por pelo menos três meses para confirmação diagnóstica.
Geralmente há culpa e sofrimento após os episódios. O diagnóstico não depende apenas do peso; pessoas com sobrepeso ou obesidade costumam apresentar a condição, mas não são as únicas envolvidas.
Deficiências no reconhecimento dificultam o tratamento. Muitos procuram atendimento apenas para obesidade, diabetes ou ansiedade, sem perceber que a compulsão alimentar pode ser o motor desses problemas.
Rastreamento e tratamento
No Brasil, dados da Região Metropolitana de São Paulo indicam prevalência de compulsão alimentar ao longo da vida em cerca de 4,7% entre mulheres. Esse quadro reforça a necessidade de abordagem ampla e integrada.
O tratamento é multiprofissional, envolvendo psicoterapia — especialmente terapia cognitivo-comportamental — acompanhamento nutricional e, se necessário, suporte psiquiátrico. Em alguns casos, medicamentos ajudam.
Medicamentos usados para obesidade ampliam opções terapêuticas quando há relação com sobrepeso. O diagnóstico precoce aumenta as chances de recuperação e reduz impactos na saúde física e mental.
Reconhecer sinais e discutir o tema continuam entre as medidas mais eficazes para ampliar o acesso ao tratamento e reduzir o sofrimento dessas pacientes.
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