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Uso diário de óleo de CBD pode saturar o fígado

Uso diário de CBD pode elevar enzimas hepáticas em adultos saudáveis; indústria busca formulações para reduzir hepatotoxicidade e facilitar aprovação regulatória

À medida que essas tecnologias evoluem, a Anvisa terá papel fundamental para permitir que novas formas de administração cheguem ao mercado, diz a articulista
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  • O uso diário de cannabidiol (CBD), especialmente em doses altas, pode sobrecarregar o fígado e exigir monitoramento da função hepática.
  • Estudos mostraram que pacientes saudáveis que receberam CBD diariamente tiveram elevações de enzimas hepáticas após 28 dias, com 5,6% atingindo esse nível em um estudo de 2025.
  • Revisão científica ampla indica que usuários de CBD em doses moderadas a altas têm de 5 a 6 vezes mais chances de apresentar alterações hepáticas relevantes em comparação ao placebo.
  • Dados da bula do Epidiolex, medicamento à base de CBD aprovado pelo FDA, mostram elevações hepáticas em 12% a 13% dos pacientes em estudos clínicos para epilepsia grave.
  • Grupos com maior vulnerabilidade incluem pessoas com doenças hepáticas, idosos que usam múltiplos fármacos, usuários de anticonvulsivantes e mulheres; também há risco de interação com diversos medicamentos devido à cetonação hepática.
  • A indústria busca novas formulações para reduzir o metabolismo de primeira passagem no fígado, como apresentações sublinguais, filmes orais e sistemas de alta biodisponibilidade, enquanto a Anvisa acompanha a evolução regulatória.

O uso diário de CBD pode impactar o funcionamento do fígado, especialmente em doses elevadas. Pesquisas indicam que a hepatotoxicidade depende da dose, de fatores individuais e de interações com outros medicamentos. Os dados também apontam efeitos gastrointestinais, como diarreia, em formulações isoladas.

Estudos mostram que pessoas sem condição hepática prévia podem apresentar elevações de enzimas hepáticas após 28 dias de ingestão diária de CBD. Em grande parte dos casos, os marcadores voltam ao normal após a interrupção.

A maior parte das evidências envolve CBD isolado, em doses moderadas a altas. Revisões com dados de várias pesquisas indicam maior risco relativo de alterações hepáticas em usuários ativos em comparação com placebo.

O Epidiolex, medicamento à base de canabidiol aprovado pelo FDA, já demonstrou elevações relevantes de enzimas hepáticas em 12% a 13% dos pacientes, exigindo monitoramento da função hepática durante o tratamento.

=== Mudanças de tema: perfil de risco e populações específicas ===

Alguns grupos apresentam maior sensibilidade ao CBD. Pacientes com doenças hepáticas, idosos com polimedicação, usuários de anticonvulsivantes como valproato e clobazam, e mulheres têm maior incidência de alterações hepáticas em estudos.

Para quem tem fígado sobrecarregado por álcool, obesidade ou uso prolongado de medicamentos, o CBD deve ser introduzido com acompanhamento clínico e laboratorial, avaliando risco-benefício.

A farmacologia do CBD envolve metabolismo pelo mesmo sistema enzimático de muitos fármacos, o que pode alterar a eficácia ou segurança de anticoagulantes, anticonvulsivantes, imunossupressores e estatinas.

=== Novas formulações e regulação ===

A indústria brasileira busca formulações que reduzam o metabolismo de primeira passagem hepática. Opções como métodos sublinguais, filmes orais e plataformas de alta biodisponibilidade visam menor dose necessária para efeito terapêutico.

Além do aspecto clínico, há desafio regulatório. Regulamentos da Anvisa, historicamente voltados ao CBD isolado, estão sob revisão para abrir espaço a novas apresentações terapêuticas e ampliar opções de tratamento.

Fontes de pesquisa destacam a necessidade de monitoramento da função hepática em usuários de CBD, especialmente em doses mais elevadas, e a importância de comunicar esses riscos a médicos e pacientes.

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