- Estudo, que analisou mais de quatro mil línguas, mostra uma correlação inversa entre diversidade genética humana e variabilidade linguística.
- Regiões com alta diversidade genética tendem a apresentar menor diversidade nas línguas faladas ali, enquanto áreas mais homogêneas geneticamente exibem maior variação linguística.
- Os pesquisadores avaliaram homozigosidade genética e variação estrutural das línguas, incluindo inventário de fonemas e ordem das palavras.
- A explicação provável é que áreas mais conectadas por migrações acumulem menos diferenças linguísticas, em comparação com regiões mais isoladas.
- Em resumo, há um possível impulso no “DNA da linguagem” para novas formas de expressão, conforme a conectividade demográfica ao longo do tempo.
O estudo, publicado na revista PNAS, analisa a relação entre diversidade genética humana e variabilidade linguística. Os pesquisadores sugerem que regiões com maior diversidade genética podem apresentar menor variedade de línguas faladas localmente, e vice-versa.
Conduzido por Anna Graff e Balthasar Bickel, o trabalho utiliza dados de mais de 4 mil línguas. A equipe aponta uma correlação inversa entre homozigosidade genética e diversidade linguística em áreas geográficas específicas.
Os autores explicam que populações com longas trajetórias migratórias tendem a homogenizar línguas locais, enquanto populações isoladas acumulam variações linguísticas. O resultado sugere um possível impulso no DNA da linguagem para a criação de novas formas de expressão.
Metodologia
Foram avaliadas duas medidas: a homozigosidade genética e a variação estrutural das línguas, incluindo inventário fonêmico e sintaxe. Os pesquisadores dividiram o mapa-múndi em áreas de tamanho constante para comparar padrões.
Principais resultados
Foi observado que regiões com alta homozigosidade tendem a abrigar menor diversidade linguística. Em contrapartida, áreas geneticamente mais diversas apresentam maior chance de estabilidade ou achatamento de diferenças linguísticas entre povos.
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