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Mais tempo ao ar livre pode mudar bactérias nasais e beneficiar a saúde mental

Tempo maior ao ar livre associa maior diversidade do microbioma nasal a menores sintomas de depressão, aponta estudo vindo dos EUA

Uma mulher de olhos fechados leva uma folha de outono ao nariz enquanto aprecia seu aroma — Foto: Getty Images/ Dougal Waters
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  • Estudo nos Estados Unidos com 111 voluntários associa mais tempo ao ar livre a maior diversidade de microrganismos no nariz e a menores sintomas de depressão.
  • Pesquisadores do Denver Museum of Nature & Science cruzaram amostras nasais com questionários de saúde mental e dados de vegetação local via imagens de satélite.
  • A presença de áreas verdes está ligada à maior diversidade microbiana nasal; porém, tempo efetivo ao ar livre teve impacto maior do que apenas proximidade de verde.
  • Pontos-chave: mais tempo ao ar livre correlaciona-se com melhores indicadores de saúde mental; alguns micróbios aparecem tanto com maior exposição ao ambiente externo quanto com bem-estar psicológico.
  • O estudo ainda é inicial; são necessários mais estudos para entender como bactérias afetam cérebro e imunidade, mas os resultados reforçam benefícios do contato com a natureza.

Um estudo apresentado nos Estados Unidos sugere que passar mais tempo ao ar livre pode modificar o microbioma nasal e reduzir sintomas de depressão. A ideia é que a natureza tenha impactos diretos na saúde mental por meio de mudanças bacterianas.

A pesquisa foi realizada por cientistas do Denver Museum of Nature & Science, com 111 voluntários. Os cientistas coletaram amostras do nariz, aplicaram questionários sobre bem-estar e tempo ao ar livre, e cruzaram dados com imagens de satélite da vegetação nas regiões de residência.

O objetivo foi investigar a relação entre exposição a áreas verdes, microbioma nasal e bem-estar psicológico, um campo ainda pouco explorado. A análise combinou microbiologia, psicologia e geografia ambiental.

O que chamou atenção foi que o tempo efetivo passado ao ar livre parece ter influência maior do que apenas a proximidade de áreas verdes. A diversidade bacteriana nasal aumentou com maior exposição ao ambiente externo.

Entre os achados, alguns microrganismos aparecem com maior frequência tanto em quem passa mais tempo ao ar livre quanto em indicadores melhores de saúde mental. Não há prova de causalidade, apenas associação.

Resultados-chave

Pessoas cercadas por mais vegetação apresentaram maior diversidade nasal de microrganismos, associada a equilíbrio biológico. O tempo de exposição externa foi ressaltado como fator relevante.

A pesquisadora Bridget Chalifour destaca que mudanças no microbioma podem ocorrer com o simples hábito de estar na natureza, independentemente da distância para áreas verdes. Ainda assim, a relação causal permanece a ser estudada.

Os autores afirmam que o estudo está em estágio inicial e requer amostras maiores para elucidar os mecanismos entre bactérias, cérebro e sistema imune. Os resultados somam evidências sobre os benefícios do contato com ambientes naturais.

Em meio à vida urbana, os pesquisadores sugerem que atividades simples ao ar livre podem ter impactos mais profundos na saúde do que se imagina, sobretudo para a saúde mental.

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