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Corais em risco: Bahia e Espírito Santo recebem R$ 14 milhões para conservação

Bahia e Espírito Santo recebem R$ 14,4 milhões para conservar recifes, apoiar pesquisa e turismo regenerativo que fortalece comunidades costeiras

(vlad61/Thinkstock)
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  • A Conservação Internacional Brasil lança o projeto Abrolhos-Trindade + Resiliente, com aporte total de R$ 14,4 milhões, sendo R$ 7,2 milhões do Fundo Socioambiental do BNDES e contrapartida da organização.
  • O recurso, válido por três anos, será aplicado em conservação marinha, pesquisa científica, planejamento territorial e geração de renda em uma área de cerca de oito milhões de hectares entre o Espírito Santo e a Bahia.
  • No Espírito Santo, o foco é ampliar o conhecimento sobre áreas ainda pouco estudadas, especialmente os corais de profundidade da Cadeia Vitória-Trindade; na Bahia, o projeto apoiará unidades de conservação como Canavieiras, Cassurubá, Corumbau e o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos.
  • A iniciativa terá parceria com a Futuri, hub de turismo sustentável, para fortalecer áreas protegidas, governança local e roteiros que valorizem cultura regional e conservação da natureza, com o objetivo de turismar regenerativo.
  • Em Abrolhos, o turismo já representa peso relevante na economia local; estudo de 2024 aponta que a região movimenta quase R$ 7 milhões no turismo local e R$ 1,9 bilhão na economia associada às áreas protegidas, pesca e turismo.

A Conservação Internacional Brasil (CI-Brasil) anunciou o lançamento do projeto Abrolhos-Trindade + Resiliente, voltado à proteção dos recifes de coral entre Abrolhos, sul da Bahia, e a Cadeia Vitória-Trindade, no Espírito Santo. O programa recebe aporte de 7,2 milhões de reais do Fundo Socioambiental do BNDES, totalizando 14,4 milhões com contrapartida da CI-Brasil. O objetivo é conservar ecossistemas marinhos, apoiar pesquisa científica e incentivar o turismo regenerativo.

O projeto será desenvolvido ao longo de três anos em uma área de cerca de 8 milhões de hectares, entre o Espírito Santo e a Bahia. No Espírito Santo, o foco é ampliar o conhecimento sobre áreas pouco estudadas, especialmente os corais de profundidade da Cadeia Vitória-Trindade. Na Bahia, apoiar unidades de conservação como as Reservas Extrativistas Marinhas de Canavieiras, Cassurubá e Corumbau, além do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos.

Além da conservação, a iniciativa aposta no turismo sustentável como motor de renda local. A Futuri, hub de turismo regenerativo ligado à CI-Brasil, participa como parceira para fortalecer áreas protegidas, integrar comunidades em redes de governança e criar roteiros que valorizem cultura regional e conservação. Em Abrolhos, o turismo já impulsiona a economia regional e a geração de empregos locais.

A iniciativa também visa estimular a produção de algas marinhas, turismo de base comunitária e modelos de negócio que substituam atividades predatórias por fontes de renda sustentáveis. O programa inclui ações de planejamento territorial, manejo e adaptação às mudanças climáticas, com foco nas comunidades costeiras.

Dados locais indicam que Abrolhos tem peso relevante na economia regional. Em 2024, o turismo na região movimentou quase 7 milhões de reais, enquanto as unidades de conservação, pesca e turismo somam cerca de 1,9 bilhão de reais. As áreas protegidas respondem por parte significativa dos empregos da região.

Ao longo das ações, a CI-Brasil já investiu recursos para estruturar negócios locais, capacitando dezenas de empreendedores, com participação expressiva de mulheres. A atuação prevê integração entre governos, comunidades e setor privado para sustentar a conservação com geração de renda.

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