- Pessoas que sonham acordadas por longos períodos usam o Devaneio Maladaptativo como defesa contra a ansiedade, dificultando a regulação emocional diária.
- Pesquisadores da Universidade de Haifa caracterizam a dinâmica dissociativa e apontam, em estudo da área psiquiátrica, que a hiperatividade mental pode prejudicar funções executivas.
- Na fronteira entre criatividade e transtorno, a diferença está na perda de autonomia sobre a fantasia, com consumo compulsivo que prejudica relações reais.
- A atividade imagética intensa ativa o sistema de recompensa do cérebro, liberando dopamina e criando tolerância que desestimula estímulos do dia a dia; o córtex pré-frontal fica mais fragilizado.
- A intervenção terapêutica recomendada é a terapia cognitivo-comportamental para reprocessar traumas emocionais; sinais de alerta incluem isolamento, higiene e sono negligenciados, e irritabilidade quando a fuga é interrompida.
Dois novos estudos analisam o Devaneio Maladaptativo, um padrão de imaginação persistente que atua como mecanismo de defesa contra a ansiedade. Pesquisadores da Universidade de Haifa associam a prática a impactos na regulação emocional e no funcionamento cognitivo.
A pesquisa revela que dedicar horas a cenários internos pode prejudicar funções executivas do cérebro. O estudo, publicado no Journal of Contemporary Psychotherapy, aponta que a hiperatividade mental interfere na atualização de metas e na tomada de decisão.
Os especialistas descrevem sinais que ajudam a diferenciar imaginação criativa de transtorno psiquiátrico. Entre eles estão a perda de autonomia sobre a fantasia e a priorização excessiva de universos fictícios em detrimento de relações reais.
A fronteira entre criatividade e adoecimento fica marcada pela frequência e pelo controle sobre os pensamentos. Relatos de compulsão por alimentar narrativas internas costumam acompanhar dificuldades em manter vínculos sociais estáveis.
Entre os sintomas citados, destacam-se vocalizações involuntárias relacionadas aos diálogos internos, movimentos repetitivos para manter a estimulação, e prejuízos na performance em trabalho ou estudo.
O estudo também descreve impactos na saúde mental, como irritabilidade acentuada quando a narrativa é interrompida. A depender do caso, surgem quedas na qualidade de sono e na higiene pessoal.
Especialistas recomendam atenção clínica aos padrões observados, com uso da Terapia Cognitivo-Comportamental voltada ao reprocessamento de traumas emocionais. O objetivo é reduzir a dependência da fantasização.
Os pesquisadores ressaltam que a intervenção busca desengatar a pessoa da narrativa paralela sem causar descontinuidade abrupta. A estratégia envolve reconstrução gradual de habilidades de enfrentamento.
A pesquisa enfatiza a importância de acompanhar o paciente de perto, com avaliação do grau de prejuízo funcional. Assim, a terapia procura devolver controle executivo e estimular ações concretas no cotidiano.
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