- Estudo que analisou dados de saúde e alimentação nos Estados Unidos entre 1999 e 2018 mostrou que quem consome mais ultraprocessados tende a ter pior saúde em geral.
- Entre os usuários mais frequentes, houve maior excesso de peso, pressão alta, alterações nos níveis de açúcar no sangue e colesterol menos saudável.
- Também foram observadas associações com diabetes e síndrome metabólica, que elevam o risco de doenças cardiovasculares.
- Mesmo levando em conta qualidade da alimentação e ingestão de açúcar, gordura saturada e sódio, a relação entre ultraprocessados e pior saúde permaneceu, sugerindo impacto do processamento além dos nutrientes.
- Pesquisadores discutem a hipótese de que o próprio processamento, mudanças durante a fabricação, uso de aditivos e até substâncias das embalagens possam influenciar a saúde; estudo publicado no American Journal of Public Health.
O estudo examina o impacto dos alimentos ultraprocessados na saúde. Pesquisadores analisaram dados de saúde e alimentação coletados nos Estados Unidos entre 1999 e 2018. Os resultados mostram que mais consumo desses produtos se associa a piores indicadores de saúde, além do que seria explicado apenas por açúcar, gordura e sódio.
A pesquisa aponta que pessoas com maior ingestão de ultraprocessados têm maior excesso de peso, pressão alta e alterações no metabolismo da glicose e do colesterol. Também há associação com diabetes e síndrome metabólica. O ritmo variado de consumo influencia os desfechos observados.
Mesmo quando ajustes consideraram qualidade da alimentação, açúcar, gordura saturada e sódio, a relação persistiu. Ou seja, o processamento pode exercer efeito próprio sobre a saúde, independentemente dos nutrientes.
O processamento pode fazer diferença
Os pesquisadores ainda buscam explicações. Entre hipóteses estão mudanças durante o processamento, perda de componentes benéficos, uso de aditivos e possível migração de substâncias das embalagens para os alimentos. Ainda não há resposta definitiva.
Implicações para o dia a dia
Os resultados sugerem que apenas contas de calorias ou de nutrientes não bastam. Recomenda-se uma alimentação baseada majoritariamente em itens in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, feijões e preparações caseiras.
O estudo foi publicado no American Journal of Public Health. Os autores destacam a necessidade de mais pesquisas para esclarecer os mecanismos do efeito do processamento sobre a saúde.
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