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Retatrutida registra queda de 30 kg em estudo e aponta benefícios adicionais

Retatrutida, em fase de pesquisa, promove queda de peso expressiva (até ~32 kg) e redução da glicose em diabéticos, mas riscos e versões clandestinas são motivo de alerta

Nova caneta: perda de peso antes nunca vista e controle efetivo do diabetes
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  • Em estudo TRIUMPH-1, a retatrutida atingiu até 31,9 kg de perda de peso na dose de 12 mg após 80 semanas, com 45,3% dos participantes nessa dose eliminando pelo menos 30% do peso.
  • Na extensão com indivíduos com índice de massa corporal alto, a redução média chegou a 30,3% do peso (38,5 kg) com a dose mais alta após 104 semanas.
  • No estudo TRANSCEND-T2D-1, adultos com diabetes tipo 2 apresentaram queda de hemoglobina glicada de até 1,94 ponto percentual e perda de peso de até 15,3% na dose de 12 mg.
  • Os efeitos adversos mais comuns foram gastrointestinais; interrupção do tratamento ficou entre 4,1% e 11,3% conforme a dose, com ocorrência de disestesia.
  • A retatrutida ainda não foi aprovada para uso comercial; estudos ressaltam necessidade de avaliação de segurança a longo prazo, e no Brasil há apreensão de produtos anunciados como retatrutida pela Anvisa e autoridades seguem monitorando versões clandestinas.

A retatrututa, molécula experimental de uso semanal, mostrou resultados promissores em estudos de fase 3 com foco em obesidade e diabetes tipo 2. Os dados foram apresentados no congresso anual da ADA em Nova Orleans. O objetivo é avaliar eficácia e segurança em adultos com obesidade, sem e com diabetes.

O estudo TRIUMPH-1 envolveu 2.339 adultos com sobrepeso ou obesidade, sem diabetes, testando doses de 4, 9 ou 12 mg por semana versus placebo. A perda média de peso atingiu até 31,9 kg na dose mais alta após 80 semanas, com quase metade dos participantes atingindo redução de 30% do peso.

Na extensão do TRIUMPH-1, 532 voluntários com IMC >= 35 kg/m² mostraram redução média de 38,5 kg em 104 semanas com a dose mais alta, correspondente a 30,3% de queda de peso. Resultados são aplicáveis apenas a contextos de ensaios clínicos com supervisão.

O estudo TRANSCEND-T2D-1 avaliou 537 adultos com diabetes tipo 2 não controlada com dieta e exercícios. A hemoglobina glicada caiu até 1,94 ponto percentual com a retatrutida, frente a 0,81 com placebo. A perda de peso variou entre 11,5% e 15,3% conforme a dose, sem episódios graves de hipoglicemia.

Efeitos adversos comuns incluíram gastrointestinais como náusea, diarreia e vômitos. A taxa de interrupção por eventos adversos foi de 4,1% a 11,3% conforme a dose, frente a 4,9% no placebo. Disestesias também foram observadas, geralmente leves a moderadas.

Especialistas destacam que resultados devem ser interpretados com cautela, pois comparações entre estudos podem ter restrições. Ainda não há aprovação regulatória para uso comercial, cabendo avaliação de segurança a longo prazo e em diferentes populações.

Retatrutida já é alvo de apreensão para uso fora de estudo. Anvisa no Brasil ordenou apreensão de produtos anunciados como retatrutida; operações policiais identificaram canetas de origem duvidosa. A orientação é evitar aquisição fora de pesquisas credenciadas.

  • Dados apresentados no congresso da ADA apontam avanços relevantes, mas o caminho para uso clínico envolve confirmação regulatória e monitoramento de riscos.

Fontes e confirmação de resultados devem ser verificadas por meio de fontes oficiais das autoridades regulatórias e publicações revisadas por pares.

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