- O ser humano dorme, em média, 7 horas por dia, cerca de 2,5 horas a menos do que a biologia prever para nosso tamanho e cérebro.
- O caminho levado pela pesquisa chegou pelo antropólogo David R. Samson, que estudou tribos caçadoras-coletores como Hadza e BaYaka para entender o sono humano.
- Em comparação, outros primatas dormem mais: chimpanzés, entre 9,5 e 11,5 horas; gorilas, de 10 a 12 horas; macaco-de-cauda-de-porco, 14 horas; macaco-da-noite, 17 horas.
- A ideia é que a evolução tornou o sono humano mais eficiente, permitindo menos tempo na cama sem comprometer funções diárias.
- A matéria destaca que o ser humano seria uma particularidade biológica no que diz respeito ao sono em relação aos seus parentes na natureza.
O ser humano dorme menos que a maioria dos primatas, segundo estudos de antropologia evolutiva. Pesquisas indicam que o nosso sono é menos eficiente e mais curto do que o esperado para o porte do cérebro e o metabolismo humano.
O pesquisador David R. Samson, da área de Antropologia Evolutiva, estudou tribos caçadoras-coleiras sem tecnologia. Ele sustenta que o ser humano está longe de seguir as regras biológicas da espécie, dormindo bem abaixo da média prevista.
Segundo Samson, a biologia sugeriria cerca de 9,5 horas de sono diárias com base no tamanho do corpo e no gasto energético. Na prática, a média humana fica aproximadamente 2,5 horas abaixo dessa proporção.
Comparação com outras espécies
- Chimpanzé: 9,5 a 11,5 horas
- Gorila: 10 a 12 horas
- Macaco-da-cauda-de-porco: 14 horas
- Macaco-da-noite: 17 horas
Essa discrepância explica por que humanos costumam acordar mais cedo e dormir menos, apesar de exigir funcionamento mental intenso ao longo do dia.
A conclusão apresentada pela equipe de Samson é que o cérebro humano, embora energeticamente ativo, opera com um padrão de sono diferente do observado em outros primatas. A pesquisa traz uma visão de longo prazo sobre a evolução do descanso humano.
A análise faz parte de um conjunto de evidências de campo coletadas entre povos tradicionais, com pouco ou nenhum uso de dispositivos tecnológicos. O estudo pode influenciar debates sobre necessidades de sono modernas e hábitos de saúde.
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