- Estudo na Austrália com mais de 7 mil bebês mostrou que introduzir ovos aos seis meses reduziu a prevalência de alergia a ovo em 17,7%.
- A proporção de bebês que já teve contato com ovos até os seis meses subiu de cerca de 25% (2007–2011) para cerca de 57% (2018–2019).
- A prevalência de alergia a ovo caiu de 9,2% para 7,6% entre os grupos estudados.
- Em bebês com eczema precoce, a redução foi de 34,6% para 21,9% na alergia a ovo.
- Os resultados apoiam diretrizes que recomendam a introdução precoce de alérgenos, incluindo ovos, no primeiro ano de vida.
O estudo publicado na revista JAMA Pediatrics analisou dados de mais de 7 mil bebês com idades entre 11 e 15 meses, em Melbourne, Austrália. Os grupos compararam nascimento entre 2007-2011 (antes das diretrizes atualizadas) e 2018-2019 (após a atualização). A avaliação incluiu questionários aos pais e testes de alergia a ovos.
A pesquisa acompanhou quando os idosos comiam ovos pela primeira vez e quantos desenvolveram alergia. Entre os resultados, a proporção de bebês que tiveram contato com ovos até os 6 meses aumentou de cerca de 25% para 57%.
A prevalência de alergia a ovos caiu de 9,2% para 7,6%, uma redução relativa de 17,7%. Em bebês com eczema precoce, a queda foi de 34,6% para 21,9%.
Mudanças nas diretrizes e impacto populacional
As diretrizes australianas passaram a recomendar a introdução de ovo no primeiro ano de vida, evidenciando que a exposição precoce pode reduzir o risco de alergia a ovos. Pesquisadores ressaltam que as mudanças, quando baseadas em evidências fortes, podem levar a resultados observáveis na população.
Os autores destacam que a adesão dos pais às novas orientações contribuiu para a redução observada. Em comentários externos, especialistas enfatizam que os resultados apoiam introdução precoce de alérgenos, desde que feita de forma segura e apropriada ao desenvolvimento infantil.
Considerações para prática clínica
Profissionais de saúde destacam a importância de avaliar prontos de desenvolvimento para a introdução de ovos e outros alérgenos. Orientações incluem supervisão de alimentação, sinais de deglutição e resposta a possíveis reações alérgicas, com orientação pediátrica individualizada.
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