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Brilho ultravioleta e raios X revelam buraco negro supermassivo

Buraco negro supermassivo desperta após período de calmaria em galáxia Seyfert, com brilho ultravioleta e raios X, após seis anos de monitoramento

Primeiro foi um brilho ultravioleta, depois vieram os raios X: assim desperta um buraco negro supermassivo
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  • Estudo liderado por Riccardo Middei, do Observatório Astronômico INAF, acompanhou o “ressurgimento” de um buraco negro supermassivo na galáxia ESO 511-G030 ao longo de seis anos de observação.
  • Dados da missão XMM Newton, entre 2007 e 2019, mostraram que, em 2019, o brilho no centro da galáxia caiu a about 10 vezes em relação ao período anterior, indicando quase dormência.
  • Entre 2019 e 2025, o Observatório Swift monitorou a região com regularidade e detectou sinais de retorno da atividade em 2021.
  • O episódio confirma que padrões da física espacial podem estar corretos, mas sugere que alguns modelos teóricos podem precisar de ajustes.
  • A pesquisa ajuda a entender como buracos negros supermassivos reativam seu brilho após fases de calmaria, contribuindo para a compreensão de galáxias ativas.

Um buraco negro supermassivo voltou a mostrar atividade intensa após um período de calma, em uma galáxia a ser estudada por uma equipe liderada por Riccardo Middei, do Observatório Astronômico INAF de Roma. A observação abriu uma janela para entender como esses objetos ressurgem após fases de dormência.

O estudo acompanhou a galáxia Seyfert ESO 511-G030, com dados coletados entre 2007 e 2019 pela missão XMM-Newton. Em 2019, o brilho no núcleo caiu cerca de 10 vezes em relação ao período anterior, tanto na luz ultravioleta quanto nos raios X, indicando uma atividade nearly interrompida.

Para acompanhar a recuperação, os pesquisadores utilizaram o Observatório Neil Gehrels Swift, monitorando a região de 2019 a 2025. Segundo o grupo, a paciência foi recompensada: em 2021 o núcleo começou a apresentar sinais de retomada de atividade.

A configuração de uma galáxia com núcleo ativo envolve um buraco negro que consome material que chega às suas proximidades. Esse processo gera emissão intensa de luz em várias faixas, desde o ultravioleta até os raios X, alimentando o brilho do centro galáctico.

A constatação de que o buraco negro ressurgiu tão rapidamente desafia modelos teóricos atuais. Embora alguns padrões da física espacial pareçam bem estabelecidos, outros cenários propostos podem precisar de revisão à luz dos dados observados.

Com seis anos de acompanhamento, os dados sugerem que o mecanismo de acreção — a entrada de matéria no buraco negro — pode operar de formas mais dinâmicas do que se previa. A equipe pretende continuar o monitoramento para mapear o começo, o auge e o eventual retorno da calmaria.

O estudo reforça a importância de longos programas de observação para agências espaciais. A combinação de XMM-Newton e Swift permitiu traçar a evolução do núcleo ao longo de um ciclo completo, desde o apagamento até a reativação. As conclusões ajudam a calibrar modelos de formação de buracos negros.

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