- A Anthropic lançou Claude Fable 5, a primeira versão pública de seu modelo Mythos, com mecanismos de segurança e uso limitados.
- O modelo foca em áreas como engenharia de software, mas bloqueia conteúdos de alto risco (cibersegurança, biologia e química) e recorre ao Claude Opus 4.8 nesses temas.
- A empresa adotou retenção de dados de 30 dias e monitoramento de ameaças antes de liberar todo o potencial da IA; o acesso ocorre pela API e por planos de assinatura, com preço de US$ 10 por milhão de tokens.
- Mythos 5 já recebia acesso de organizações aprovadas sem restrições; houve relato de acesso não autorizado por meio de um fornecedor terceirizado.
- Especialistas ressaltam o potencial transformador da IA na cibersegurança e alertam para riscos de uso indevido, incluindo críticas de concorrentes como a OpenAI.
A Anthropic lançou nesta terça-feira (9/6) a versão Claude Fable 5, disponibilizando pela primeira vez ao público geral o seu modelo de IA mais poderoso. O lançamento ocorre com mecanismos de segurança e limitações de uso para evitar abusos, após a empresa ter inicialmente restringido o acesso ao Mythos a um consórcio de infraestrutura crítica.
O Fable 5 é capaz de identificar vulnerabilidades críticas de décadas no kernel do Linux, mas foi programado para bloquear respostas em temas de alto risco como cibersegurança, biologia e química, recorrendo a uma versão anterior, o Claude Opus 4.8, nesses casos. A empresa implementou ainda uma política de retenção de dados de 30 dias para monitorar ameaças antes de liberar todo o potencial da IA.
A novidade chega por meio da API e de planos de assinatura, com o preço definido em US$ 10 por milhão de tokens de entrada, valor que pode desencorajar usos indevidos. Junto ao Fable 5, clientes aprovados anteriormente recebem acesso a uma versão atualizada sem restrições, chamada Mythos 5.
Houve relatos de falhas de segurança envolvendo acesso não autorizado, supostamente por meio de um fornecedor terceirizado. A Anthropic também está enfrentando críticas da concorrência, com o CEO da OpenAI, Sam Altman, questionando o marketing pautado pelo medo para justificar a limitação de uso e o controle sobre a IA.
Especialistas analisam o marco como uma frente inédita na cibersegurança. O especialista em tecnologia Arthur Igreja destaca o potencial de descoberta de vulnerabilidades e o alto consumo de recursos, que pode impactar as contas da empresa. Ele aponta que o modelo reduz o tempo entre identificação e exploração, elevando o risco de uso indevido.
Romes Heriberto de Araújo, pesquisador de cibernética, enxerga a situação como uma mudança de paradigma. Segundo ele, a IA pode aumentar a velocidade de ataques sem exigir conhecimento técnico avançado, elevando a escala das ameaças. O pesquisador alerta sobre a necessidade de vigilância contínua diante desse avanço.
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