- Suspensa temporariamente a aplicação da vacina contra a dengue do Instituto Butantan após 42 casos de reações severas e duas mortes suspeitas em investigação.
- Das 500 mil doses aplicadas até 30 de maio, as reações graves representam 0,008% dos casos.
- Campanha começou em janeiro, inicialmente com profissionais de saúde, e seguiu para pessoas entre 15 e 49 anos em municípios específicos; não há data definida para retomada.
- Quem já recebeu a dose deve monitorar por 21 dias e buscar atendimento se houver febre, fortes dores abdominais, vômitos, sangramentos ou sinais de desidratação.
- Lotes já distribuídos permanecem na rede de frio; Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) formará comitê técnico para aprofundar a análise epidemiológica, enquanto o SUS (Sistema Único de Saúde) continua com a vacinação de 10 a 14 anos com a vacina Qdenga (Takeda).
A suspensão temporária da vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, foi anunciada pelo Ministério da Saúde. A medida ocorre após o registro de 42 casos de reações severas entre pessoas que receberam o imunizante, incluindo duas mortes suspeitas. As mortes seguem sob investigação detalhada pelas autoridades sanitárias.
Segundo dados oficiais, as reações graves representam 0,008% de um universo de 500 mil doses aplicadas até 30 de maio. A pasta ressalta que tais eventos são raros e que a pausa visa aprofundar a apuração dos casos, especialmente dos óbitos, para verificar eventual relação com a vacina.
A vacinação com o produto do Butantan teve início em janeiro, inicialmente para profissionais da Atenção Primária à Saúde. Em seguida, a programação foi ampliada para moradores de Botucatu, Maranguape, Nova Lima e Araguaína, no Tocantins, com faixa etária de 15 a 49 anos. A verificação de segurança segue em andamento.
Detalhes da suspensão e próximos passos
O Ministério da Saúde afirma que a suspensão é uma medida preventiva para permitir a análise dos casos. CNAs de Anvisa e do Butantan participam do processo, sem prazo definido para a retomada. O objetivo é esclarecer eventuais vínculos entre as mortes e a vacinação.
A pasta informa que, mesmo com a pausa, os lotes já distribuídos permanecem sob guarda na rede de frio dos municípios até a conclusão dos laudos periciais. A Anvisa planeja instituir um comitê técnico para aprofundar a avaliação epidemiológica.
O que envolve a continuidade da vacinação no SUS
Enquanto isso, a vacinação com a Qdenga, da Takeda, segue no SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme a estratégia nacional desde 2024. O programa já tem cerca de 8 milhões de aplicações no país, sem interrupção associada à dengue.
O Ministério reforça que, segundo a OMS, vacinas salva-vidas contribuíram para grandes avanços sanitários nos últimos 50 anos. No Brasil, as autoridades destacam quedas expressivas de dengue, com redução de óbitos e casos prováveis frente ao ano anterior.
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