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Diretor do Butantan diz que vacinados há 21 dias podem ficar descansados

Butantan afirma que vacinados há 21 dias ou mais podem ficar descansados; imunização é suspensa após 42 casos graves, dois óbitos, ainda sob investigação

Esper Kallás, diretor do Butantan, recebeu o imunizante contra dengue na data de seu lançamento
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  • O diretor do Butantan, Esper Kallás, disse que vacinados há vinte e um dias ou mais podem ficar absolutamente descansados em relação à proteção recebida.
  • A aplicação da vacina foi suspensa na segunda-feira após quarenta e duas reações severas graves, incluindo dois óbitos, ainda em investigação.
  • O Butantan informou que os estudos sobre a vacina continuarão, mesmo com a paralisação temporária.
  • Segundo o diretor, a proteção esperada é de sessenta e cinco por cento para não pegar dengue em cinco anos e oitenta por cento para não evoluir para dengue grave; após vinte e um dias, os benefícios observados nos estudos de fase três são os que vigorarão.
  • Casos com sinais de alarme incluem febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência e piora do estado geral; quem recebeu a vacina há menos de vinte e um dias deve notificar a Anvisa ou procurar o local de vacinação.

O diretor do Butantan, Esper Kallás, disse que pessoas vacinadas com a Butantan-DV há 21 dias ou mais podem ficar tranquilas. A afirmação foi feita em entrevista à GloboNews nesta terça-feira, 9.

A vacina contra dengue, desenvolvida pelo Butantan, teve a imunização suspensa no dia 8, após 42 casos de reações severas graves, incluindo dois óbitos. A relação com o imunizante é investigada pela comunidade médica.

Apesar da suspensão, o Butantan informou que os estudos sobre a vacina continuarão. A agência segue monitorando o andamento da pesquisa e os desdobramentos clínicos.

Quem recebeu a vacina e já tem 21 dias ou mais pode considerar o benefício preservado, segundo o diretor. Ele destacou metas de eficácia: 65% para evitar dengue em cinco anos e 80% para evitar dengue grave.

Para quem recebeu a Butantan-DV há menos de 21 dias e apresentar reação, a orientação é reportar à autoridade de saúde. A Anvisa deve ser notificada, e o paciente pode procurar o posto onde foi vacinado.

Reações-alarmes comuns incluem febre, dor abdominal intensa, vômitos, tontura, sangramentos, sonolência, irritabilidade, desidratação e piora do estado geral. Esses sinais merecem avaliação médica imediata.

Contexto da vacina

A Butantan-DV foi aprovada pela Anvisa em 2025, após estudos de fase 1, 2 e 3 que envolveram cerca de 11 mil doses e acompanhamento de cinco anos. A vacina passou a integrar o Programa Nacional de Imunizações em janeiro, pelo SUS.

O imunizante do Butantan é a segunda opção disponível na rede pública, concorrente da Qdenga, da Takeda, que já soma mais de 8 milhões de doses aplicadas no Brasil desde 2024.

Dados recentes

Entre fevereiro e 30 de maio, profissionais da Atenção Primária de Saúde representaram 417.432 das 501.044 doses aplicadas. O restante foi aplicado em outros setores do sistema de imunização.

O Ministério da Saúde informou que não há dados suficientes para estabelecer causalidade entre as ocorrências graves e a vacina, mas classificou o caso como alerta para suspender temporariamente a estratégia de vacinação até as investigações concluírem.

Desdobramentos

Ao anunciar a suspensão, o governo reforçou a necessidade de continuidade das investigações clínicas. Medidas adicionais podem ser adotadas conforme avanjem os resultados dos estudos e das notificações de eventos adversos.

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