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Ferida que não cicatriza: quando pode indicar câncer de pele

Lesões discretas que não cicatrizam podem esconder câncer de pele não melanoma; diagnóstico tardio dificulta tratamento e aumenta impactos locais

O câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil
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  • O câncer de pele não melanoma é o mais comum no Brasil, com basocelular e espinocelular somando cerca de 177 mil novos casos por ano.
  • Lesões discretas, feridas que não cicatrizam e áreas ásperas podem indicar esses tumores, especialmente em regiões expostas ao sol.
  • O diagnóstico pode ser tardio por confundirem com situações simples; quando identificados cedo, os tratamentos costumam ser mais simples e com melhor resultado.
  • Sinais a observar: feridas que não cicatrizam, crostas recorrentes, sangramento fácil, áreas avermelhadas ou brilhantes e mudanças de formato, cor ou tamanho.
  • A recomendação é procurar dermatologista ao surgirem lesões que não melhoram em semanas, especialmente em áreas com exposição solar ao longo da vida; o tratamento costuma envolver cirurgia, com avaliação do material removido.

Uma doença comum e, muitas vezes, subestimada pode se esconder em lesões aparentemente simples. Casquinhas que reaparecem, feridas que não cicatrizam ou áreas ásperas podem indicar câncer de pele não melanoma, o tipo mais frequente no Brasil. A SBD aponta cerca de 177 mil novos casos por ano no país.

Entre os tumores não melanoma, os carcinoma basocelular e espinocelular respondem pela maioria dos diagnósticos. Embora apresentem baixa letalidade, o diagnóstico tardio acarreta riscos de invasão local e necessidade de procedimentos mais complexos, principalmente em áreas expostas ao sol.

Para o médico dermatologista Matheus Rocha, a ideia equivocada é considerar que apenas manchas muito escuras são preocupantes. Lesões que não cicatrizam, que formam crostas recorrentes ou que sangram de vez em quando podem indicar câncer de pele. A demora no diagnóstico impacta o tratamento.

![Sinais do câncer de pele não melanoma](/image/fget/cf/774/0/images.terra.com/2026/06/09/486302016-cancer-de-pele-sinais.jpg)

Sinais que merecem atenção

Feridas que não cicatrizam, descamação frequente, crostas repetidas, sangramento fácil e áreas ásperas persistentes aparecem, muitas vezes, em regiões onde há maior exposição solar, como rosto, orelhas, nariz, couro cabeludo, antebraços e mãos. Essas áreas acumulam dano ao longo da vida.

Pintas que mudam de forma, cor ou tamanho também devem ser avaliadas. A persistência de alterações em pele exposta ao sol é apontada como alerta comum pelos especialistas, que destacam a importância da proteção solar ao longo da vida.

Diagnóstico e tratamento

A avaliação clínica é o passo inicial, podendo incluir dermatoscopia e biópsia. O tratamento costuma ser cirúrgico, com remoção da lesão e análise do material obtido. O tipo, a localização e a extensão do tumor influenciam outras opções terapêuticas, conforme o caso.

Quando o diagnóstico ocorre precocemente, o prognóstico tende a ser mais favorável, e o tratamento menos invasivo. Mesmo assim, a atenção a lesões discretas evita complicações futuras e preserva a qualidade de vida.

Quando buscar orientação médica

Procure avaliação dermatológica se uma lesão não cicatriza, volta a formar crosta, sangra repetidamente, muda de aspecto ou surge em área exposta ao sol e persiste por semanas. A orientação é agir sem esperar dor ou crescimento visível, pois a persistência é um sinal de alerta.

O câncer de pele não melanoma pode surgir de forma discreta, mas exige cuidado. O diagnóstico precoce facilita o tratamento e reduz impactos estéticos e funcionais.

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