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Greening no RS: primeiros casos elevam alerta para citricultura

Primeiros casos de greening no Rio Grande do Sul, em Palmitinho, acionam monitoramento ampliado e medidas de erradicação das plantas contaminadas e do psilídeo

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  • O Ministério da Agricultura confirmou os primeiros casos de greening (HLB) no Rio Grande do Sul, em um pomar doméstico em Palmitinho, na região Médio Alto Uruguai, próximo à divisa com Santa Catarina.
  • A doença é causada por uma bactéria transmitida pelo psilídeo Diaphorina citri e pode atingir diferentes citros, como laranjas, tangerinas, mexericas, limas e limões.
  • Os sintomas incluem deformação dos frutos, queda na qualidade e redução da produtividade; não representa risco à saúde humana, mas preocupa o setor citrícola.
  • Em resposta, equipes do Ministério da Agricultura e da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul farão monitoramento, fiscalizarão o trânsito de mudas, ampliarão a vigilância fitossanitária e erradicarão plantas contaminadas, além de controlar o psilídeo.
  • O Rio Grande do Sul mantinha vigilância desde 2004; o primeiro registro no país ocorreu em São Paulo, em 2004, e a incidência no cinturão citrícola paulista subiu de 44,35% em 2024 para 47,63% em 2025, segundo o Fundecitrus.

O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou nesta segunda-feira (8) os primeiros casos de greening, ou Huanglongbing (HLB), no Rio Grande do Sul. A infecção foi identificada em plantas cítricas de um pomar doméstico em Palmitinho, no Médio Alto Uruguai, próximo à fronteira com Santa Catarina. Técnicos da rede laboratorial do ministério realizaram a confirmação.

O greening é causado por uma bactéria transmitida pelo psilídeo *Diaphorina citri*, inseto presente nos pomares brasileiros há cerca de duas décadas. A doença não representa risco à saúde humana, mas compromete a produção cítrica, com sintomas como deformação dos frutos, queda de qualidade e redução de produtividade.

Doença ameaça produção de citros

A bactéria pode atingir diversas variedades de citros, incluindo laranjas, tangerinas, mexericas, limas e limões. A confirmação em Palmitinho mobiliza ações de vigilância para evitar disseminação nas áreas vizinhas. Técnicos da agricultura intensificam a fiscalização do trânsito de mudas.

Governo intensifica monitoramento

Após o diagnóstico, equipes do Ministério da Agricultura e da Secretaria da Agricultura do RS iniciaram monitoramento próximo ao foco. Medidas ampliam a vigilância fitossanitária na região, com atenção especial a pomares comerciais. Objetivo é erradicar plantas contaminadas e controlar o psilídeo.

Avanço da doença preocupa setor

O Rio Grande do Sul já mantinha vigilância contra o greening desde 2004. Nos últimos anos, há mais ações devido ao avanço da doença em países vizinhos e em estados do Sul. O primeiro registro nacional ocorreu em São Paulo, em 2004. Dados do Fundecitrus apontam alta de incidência na região citrícola paulista, elevando a preocupação com o avanço da bactéria.

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