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Humberto: suspensão temporária não é condenação da vacina contra a dengue

Senador Humberto Costa afirma que a suspensão preventiva da vacina Butantan-DV é prudência, não condenação, destacando eficácia e investigação independente

Em discurso, à tribuna, senador Humberto Costa (PT-PE).
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  • Senador Humberto Costa defende a suspensão preventiva da vacina Butantan-DV contra a dengue, após notificação de duas mortes sob investigação, e afirma que a medida é de prudência, não de condenação.
  • Segundo ele, não há comprovação científica de relação entre a vacina e as mortes até o momento; a investigação segue sob responsabilidade de órgãos de saúde.
  • A vacina foi desenvolvida ao longo de mais de vinte anos, passou por testes clínicos e recebeu autorização da Anvisa; já foram vacinadas mais de cinqüento mil pessoas.
  • Estudos apontam eficácia geral de 65% contra a doença e superior a 80% nos casos mais graves.
  • Humberto Costa ressalta a importância da atuação rápida do sistema de saúde e alerta para os impactos da desinformação na cobertura vacinal.

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (9), o Ministério da Saúde suspendeu preventivamente a aplicação da vacina contra a dengue Butantan-DV, produzida pelo Instituto Butantan, após a notificação de duas mortes sob investigação.

O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que a medida é um ato de responsabilidade das autoridades sanitárias e não implica condenação da vacina. Ele destacou que a decisão visa resguardar a população enquanto há apurações em curso.

Costa citou dados de eficácia da vacina, apontando 65% de proteção geral e mais de 80% contra casos graves. Afirmou ainda que a imunização ocorreu ao longo de mais de 20 anos de desenvolvimento, passou por testes clínicos e recebeu aprovação da Anvisa.

Segundo o senador, mais de 500 mil pessoas já foram vacinadas no país e os casos sob investigação representam parcela reduzida do total. A suspensão, afirmou, demonstra prudência e a atuação conjunta de MS, Anvisa, Instituto Butantan, Comitê de Farmacovigilância e Câmara Técnica de Imunização.

Ele ressaltou que não há comprovação científica de relação entre a vacina e as duas mortes, ao menos até o momento. Também enfatizou a importância de acompanhar as orientações das autoridades de saúde e a confiança nos resultados das investigações.

Costa ainda chamou atenção para a desinformação que, segundo ele, contribuiu para a queda das coberturas vacinais nos últimos anos, e pediu que a população acompanhe as publicações oficiais das autoridades competentes.

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