- A maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira morreu em São Paulo após injetar 300 ml de PMMA no corpo, levantando dúvidas sobre limites e riscos da prática estética.
- O PMMA é utilizado como preenchedor, mas existe controvérsia sobre sua segurança e aplicação em procedimentos estéticos.
- Após o caso, o Conselho Federal de Medicina pediu à Anvisa a proibição total do PMMA, enquanto a Anvisa permite uso em requisitos específicos, o que torna a regulamentação ambígua.
- A Sociedade Brasileira de Dermatologia e de Cirurgia Plástica também contraindicam o PMMA, reforçando a cautela com a substância.
- A reportagem ressalta a importância de realizar procedimentos apenas com profissionais qualificados e de entender o que está sendo aplicado no corpo.
O caso da maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, que morreu em São Paulo após injetar 300 ml de PMMA, reacende a discussão sobre os riscos e os limites da estética. A tragédia coloca em debate qual o volume seguro e quais substâncias devem ser utilizadas em procedimentos estéticos.
O PMMA é um preenchedor utilizado em alguns tratamentos. Segundo especialistas, o uso inadequado pode levar a complicações graves, incluindo sequelas tardias detectadas por ultrassom. O episódio atual reacende dúvidas sobre a segurança dessa substância.
Após o ocorrido, o Conselho Federal de Medicina pediu à Anvisa a proibição completa do PMMA para fins estéticos. A agência, porém, mantém autorização para casos específicos, o que alimenta controvérsia entre profissionais e pacientes.
Envolvidos e Contexto
A tutela da segurança clínica envolve médicos, clínicas e reguladores. Profissionais alertam que a substância é contraindicada por sociedades de dermatologia e cirurgia plástica, reforçando a necessidade de avaliação criteriosa de indicação e técnica.
A Anvisa informa que o uso pode ocorrer apenas em situações muito específicas, com evidências técnicas compatíveis e responsabilização do profissional. A regulamentação atual é vista como ambígua por parte de alguns especialistas.
Limites da Prática e Cuidados
Questiona-se qual é o limite de volume que não representa risco à vida. Pesquisadores destacam a importância de somente realizar procedimentos com profissional qualificado e informado sobre o composto aplicado.
Pacientes são orientados a entender o que está sendo injetado, verificar histórico da substância e exigir transparência sobre riscos, indicações e possíveis complicações. A negligência pode colocar a saúde em risco.
Orientações para o Público
É essencial conferir qual produto está sendo utilizado, quem aplica e quais são as evidências de segurança. Em caso de dúvidas, buscar segunda opinião médica e verificar a reputação da clínica é recomendado para evitar danos graves.
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