- Estudo do Gladstone Institutes, publicado na Cell Metabolism, sugere que morar em montanhas pode reduzir o risco de diabetes.
- Em altitudes elevadas, o ar com menos oxigênio faz os glóbulos vermelhos capturar mais glicose da corrente sanguínea.
- Esse açúcar é convertidos em 2,3-DPG, molecule que ajuda a hemoglobina a liberar oxigênio aos tecidos.
- O resultado é a redução dos níveis de glicose no sangue, o que pode explicar menor risco de diabetes entre moradores de áreas altas.
- A pesquisa destaca o papel ativo das hemácias no metabolismo da glicose em ambientes de baixa oxigenação.
A pesquisa mostra que morar em regiões de montanha pode influenciar a forma como o corpo lida com a glicose. Um estudo conduzido por pesquisadores do Gladstone Institutes, divulgado na revista Cell Metabolism em 2026, aponta que o ar com menos oxigênio típico de grandes altitudes pode reduzir o risco de diabetes. A explicação envolve as hemácias, ou glóbulos vermelhos, e o metabolismo da glicose.
Segundo os autores, em ambientes de baixo oxigênio as hemácias deixam de ser apenas transportadoras de oxigênio e passam a capturar mais glicose da corrente sanguínea. O açúcar é convertido rapidamente em 2,3-DPG, molécula que facilita a liberação de oxigênio para os tecidos. Esse processo estaria associado à queda dos níveis de glicose no sangue.
A hipótese sugere que moradores de áreas elevadas teriam menor risco de diabetes, por meio de um mecanismo metabólico ainda em estudo. Os resultados ajudam a entender o papel das hemácias no metabolismo da glicose, além de indicar caminhos para novas pesquisas sobre prevenção e tratamento.
A pesquisa destaca que os dados são preliminares e não constituem recomendação clínica. Os cientistas ressaltam a necessidade de estudos adicionais para confirmar efeitos em diferentes populações e condições de altitude. A origem, o design e os limites do estudo são detalhados pelos autores.
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