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Wearables geram grande volume de dados de saúde e médicos lutam para acompanhar

Wearables geram dados em excesso, mas integração aos prontuários e uso clínico permanecem desafiadores

Elyse Betters Picaro / ZDNET
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  • Wearables geram muita informação sobre a saúde, mas nem sempre os médicos conseguem usar tudo no atendimento.
  • O modelo de cuidado episódico não está preparado para um fluxo contínuo de dados de dispositivos.
  • A integração dos dados dos wearables aos prontuários eletrônicos (EHR) é complexa, envolvendo conversas entre nuvens de grandes empresas e garantia de identificação correta do paciente.
  • A validação dos dados (APROVAÇÃO da FDA, testes independentes) e maior transparência dos fabricantes são vistos como caminhos para aumentar a confiança de médicos e pacientes.
  • Há otimismo com IA e ferramentas para sintetizar a “avalanche digital” de dados, além de iniciativas como a parceria entre Samsung e o fornecedor de prontuários Epic para facilitar a integração.

Os wearables produzem grandes volumes de dados de saúde, mas médicos nem sempre conseguem aproveitá-los. Pacientes chegam a consultas com informações de suas pulseiras, nem sempre úteis para o manejo clínico.

Profissionais de saúde relatam que a avalanche de métricas, como frequência cardíaca, sono e oxigenação, não é facilmente interpretável. As plataformas atuais não oferecem resumos digitais que apoiem a decisão clínica.

Estudos mostram que mais de 30% dos adultos nos EUA possuem algum wearable. Com a proliferação, surgem dúvidas sobre validade, integração com prontuários e padrões de comparação entre dispositivos.

Desafios da integração de dados

Especialistas destacam a dificuldade de incorporar dados de wearables aos prontuários eletrônicos (EHRs) devido a diferentes nuvens e formatos. A governança, armazenamento e tempo de retenção geram incertezas.

Aynchronização entre plataformas, rótulos de métricas e a necessidade de validação — FDA ou testes independentes — são temas centrais para aumentar a confiabilidade.

Médicos lembram que muitos dados não têm tradução direta para a prática clínica. Mesmo com portabilidade, é preciso decidir quais informações manter. A Open Source Health plataforma JupyterHealth é citada como caminho para infraestrutura pública.

Alguns especialistas veem potencial de IA para sintetizar dados e indicar próximos passos no atendimento, desde que haja padrões e respeito à privacidade. Pesquisadores ressaltam que a medicina continua dependente do julgamento humano.

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