Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ação humana aumenta inundações extremas nas costas do mundo, aponta estudo

Estudo na Nature Climate Change mostra que inundações costeiras extremas ficaram quatro vezes mais frequentes desde 1900, elevando o risco para comunidades costeiras

Elevação do nível do mar tem expulsado moradores nas costas de países como o México. — Foto: Reuters
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo publicado na Nature Climate Change aponta que inundações costeiras extremas passaram a ocorrer, em média, a cada oito anos, frente a uma vez por século no início do século vinte.
  • Em quase metade dos 130 locais analisados, esses eventos já se repetem pelo menos uma vez por década.
  • A ação humana tornou esses episódios quatro vezes mais prováveis; causas naturais também ajudaram, mas perderam peso ao longo do tempo.
  • Em Manila, a retirada de água subterrânea elevou o nível relativo do mar em cerca de sessenta centímetros, tornando as inundações extremas mais de trezentas vezes mais frequentes.
  • Mais de 680 milhões de pessoas vivem em áreas litorâneas baixas; os resultados ajudam a entender o risco atual e a orientar proteção, adaptação e seguros.

Ação humana elevou a frequência de inundações costeiras extremas em várias regiões do mundo. Estudo publicado na Nature Climate Change mostra que eventos antes raros passaram a ocorrer com maior regularidade, inclusive a cada década em quase metade dos locais analisados.

Quando considerados todos os fatores — causas naturais, subida do solo e aquecimento — o aumento é ainda mais expressivo: marés altas que eram previstas a cada 100 anos no início do século 20 ocorrem hoje em média a cada 8 anos, um salto de 12 vezes na frequência. O estudo aponta que 130 marégrafos foram usados para chegar a esse resultado.

Em quase metade dos locais, uma inundação histórica de once mil anuidades passou a acontecer com periodicidade de dez anos ou menos. Expert Sönke Dangendorf, da Tulane University, ressalta que o aquecimento humano aumentou sozinha a probabilidade de esses eventos por quatro vezes.

Diferenças regionais

Em Sandy Hook, Nova Jersey, o evento que ocorria a cada século passou a ocorrer, em média, a cada 16 anos. Em Wellington, Nova Zelândia, o relógio é ainda mais sensível: o mesmo tipo de inundação ocorre hoje próximo de dois episódios por ano. Em Manila, capital das Filipinas, a combinação de extração de água subterrânea e afundamento do solo elevou o nível relativo em cerca de 60 cm, tornando as inundações extremas 300 vezes mais frequentes.

A maioria dos locais analisados aponta que a mudança climática induzida pelo homem é o principal fator de aumento. Em 25 dos 130 pontos estudados, especialmente no norte da Europa, América do Norte e Japão, o efeito do solo em elevação ou subsidência reduziu o impacto, reduzindo a frequência de eventos extremos.

Implicações e alcance

Os autores ressaltam que o risco de inundação costeira já está em transformação, não apenas em projeções futuras. As mudanças impactam planejamento de obras de proteção, adaptação de cidades litorâneas e regras de seguro. A análise pode embasar ações judiciais climáticas e pedidos de reparação por danos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais