- A temperatura média da Terra atingiu 1,37°C acima do pré‑industrial em 2025, e o planeta pode ultrapassar 1,5°C por volta de 2030 se as emissões continuarem no ritmo atual.
- O orçamento de carbono aponta que, no início de 2026, restavam cerca de 130 bilhões de toneladas de CO₂ que ainda podem ser emitidas para manter a meta de 1,5°C.
- Com o ritmo atual, esse volume de CO₂ pode ser consumido em aproximadamente três anos.
- Em 2025 houve recorde de elevação do nível do mar (23 centímetros desde 1901) e o número de dias com ondas de calor marinhas quase dobrou desde 1991, chegando a 65 dias no último ano.
- O relatório, da edição dos Indicadores Globais de Mudança Climática, reúne mais de 70 pesquisadores de 17 países para monitorar o estado do clima.
O aquecimento global atingiu 1,37°C acima dos níveis pré-industriais em 2025, puxado pelas atividades humanas. Se as emissões seguirem no ritmo atual, o planeta pode ultrapassar 1,5°C por volta de 2030, segundo os Indicadores Globais de Mudança Climática (IGCC).
A edição anual reúne mais de 70 pesquisadores de 17 países, buscando atualizar o retrato do clima global entre os grandes relatórios do IPCC. O estudo aponta que o sistema climático continua recebendo mais energia do que perde, acelerando variações em oceanos, gelo e ecossistemas.
Dados-chave
O orçamento de carbono, a quantidade de CO₂ que ainda pode ser liberada sem exceder 1,5°C, mostra cerca de 130 bilhões de toneladas disponíveis no início de 2026. Em ritmo atual, esse total pode desaparecer em aproximadamente três anos.
A média de ondas de calor nos oceanos passou a ser monitorada oficialmente, com 65 dias de calor oceânico registrado apenas no ano passado. Esse indicador, menor ou igual a três décadas atrás, mais que triplicou entre 1991 e 2025.
O nível médio dos mares atingiu novo recorde em 2025, com elevação de 23 centímetros desde 1901. O aquecimento da água e o derretimento de gelo terrestre são os fatores centrais desse aumento.
Desdobramentos
Os autores destacam impactos em ecossistemas marinhos, atividades econômicas ligadas ao oceano e possíveis alterações de padrões climáticos em áreas continentais. O relatório reforça a necessidade de reduzir emissões para manter a trajetória de aquecimento sob controle.
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