- Estudo com a terapia CAR-T Cell para linfoma não Hodgkin registrou resposta de 87,5% em pacientes que já haviam recebido quimioterapia, radioterapia e transplante sem sucesso.
- A pesquisa foi desenvolvida no Hemocentro de Ribeirão Preto, em parceria com o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde, com investimento de 100 milhões de reais.
- Os resultados são preliminares e foram apresentados pelo Ministério da Saúde em 10 de agosto; o produto será tratado como inovador pela Anvisa, com aceleração da avaliação e acompanhamento.
- O recrutamento de novos pacientes continua, com acompanhamento mínimo de um ano a partir da aplicação da terapia; estima-se cerca de um ano e meio para conclusão das análises e possível registro.
- Atualmente, tratamento semelhante na rede privada custa 2,5 milhões de reais; o governo pretende oferecer gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde ao incorporá-lo, com produção pública de até 1 mil terapias.
- O programa Genomas Brasil recebe aporte de 180 milhões de reais na segunda fase, incluindo a UnB; a nova lei de pesquisa clínica, sancionada, desburocratiza e aumenta participação internacional.
O Hemocentro de Ribeirão Preto, em parceria com o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde, apresentou resultados preliminares da terapia CAR-T Cell no tratamento de linfoma não Hodgkin. A taxa de resposta apresentada foi de 87,5% em pacientes que já haviam recebido quimioterapia, radioterapia e transplante sem sucesso.
Os dados são reconhecidos como preliminares pelo Ministério da Saúde, que investiu R$ 100 milhões na pesquisa. O estudo ainda está em andamento e novos pacientes devem ser recrutados conforme padrões internacionais. O acompanhamento é obrigatório por pelo menos um ano após a aplicação.
Segundo o governo, a avaliação do produto pela Anvisa deve ocorrer com maior agilidade, sem comprometer a supervisão técnica. O último paciente incluído ocorreu em maio, com previsão de conclusão em cerca de 18 meses para análise final e possível registro.
Custos, produção e acesso
Atualmente, tratamento similar na rede privada chega a R$ 2,5 milhões. A expectativa é oferecer o tratamento de forma gratuita pelo SUS, com custos reduzidos pela escala de produção pública. A fábrica de Ribeirão Preto, maior da América Latina, pode produzir até 1 mil terapias.
Foco pediátrico e Genomas Brasil
A pesquisa inclui crianças e adolescentes, especialmente no caso da leucemia linfóide aguda, que atinge 3 a 25 anos. A terapia oferece alternativa para os ~10% que não respondem à quimioterapia.
O governo também anunciou o aporte de R$ 180 milhões para a segunda fase do Genomas Brasil, com novas universidades, incluindo a UnB. O projeto pretende ampliar o mapeamento genômico e ampliar a participação brasileira em pesquisa clínica.
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