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Chá natural pode causar problemas ao ser combinado com medicamentos

Erva-de-São-João pode interferir na eficácia de medicamentos, acelerando o metabolismo hepático e reduzindo a concentração de fármacos em uso, com riscos para tratamentos

Erva-de-São-João pode alterar a ação de remédios. (Foto: Getty Images via Canva)
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  • A Erva-de-São-João pode interferir na ação de diversos medicamentos ao acelerar o metabolismo no fígado, via enzimas do sistema citocromo P450 (CYP450).
  • Isso pode reduzir a eficácia de tratamentos para depressão/ansiedade, prevenção de rejeição em transplantes, HIV, coagulação sanguínea, anticoncepção hormonal e algumas doenças cardíacas.
  • O efeito ocorre porque a planta aumenta a atividade dessas enzimas, levando à eliminação mais rápida de certos remédios.
  • Pesquisas recentes destacam que produtos naturais nem sempre são seguros e ressaltam a importância de avaliar interações com medicamentos antes de usá-los juntos.
  • Orientação profissional é essencial: informe médicos sobre o uso de plantas, não substitua medicamentos por produtos naturais e siga as recomendações de uso.

A Erva-de-São-João, planta medicinal amplamente conhecida, pode interferir na ação de diversos remédios. O alerta é que o uso de chá ou suplementos à base de Hypericum perforatum pode alterar a metabolização de fármacos.

A observação vem de estudos que investigam como a planta age no organismo. Ela estimula enzimas do fígado, principalmente o sistema citocromo P450 (CYP450), acelerando a eliminação de remédios e potencializando falhas terapêuticas.

Quando ocorre a interação, a eficácia de tratamentos pode cair. Medicamentos para depressão, prevenção de rejeição em transplantes, controle de coagulação, HIV, doenças cardiovasculares e contracepção hormonal podem ser afetados.

O que acontece na prática é que certos remédios são processados mais rapidamente pelo fígado, reduzindo suas concentrações no sangue. O resultado é menor eficácia do tratamento e risco de falha terapêutica em alguns casos.

Fontes científicas ressaltam que produtos naturais não são automaticamente seguros. Em estudo publicado em Phytomedicine, em dezembro de 2025, pesquisadores destacaram a necessidade de avaliar interações entre fitoterápicos e medicamentos antes do uso conjunto.

Para uso mais seguro, profissionais de saúde recomendam: comunicar suplementos e chás à equipe médica, não iniciar plantas medicinais durante tratamento sem orientação, ler as instruções de uso e não substituir medicamentos prescritos por produtos naturais.

A principal lição é clara: natural não significa inofensivo. A Erva-de-São-João pode interferir em tratamentos importantes, reforçando a importância de orientação profissional e de informações compartilhadas entre pacientes e médicos.

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