- Estudos da USP apontam aumento nos casos de infarto agudo do miocárdio durante jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo.
- O cardiologista explica que a descarga de adrenalina durante partidas decisivas eleva a frequência cardíaca e a pressão arterial, podendo desencadear arritmias, hipertensão e infarto em pessoas predispostas.
- Fatores de risco incluem hipertensão, colesterol alto, obesidade, tabagismo e doenças cardíacas já existentes.
- Medidas para torcer com segurança: sono regular, moderação no álcool, manter medicamentos em dia, evitar excesso de sal e de comidas gordurosas, torcer acompanhado.
- Procure atendimento médico imediato se houver palpitações, dor no peito, falta de ar, tontura ou desmaio.
O nervosismo durante a Copa do Mundo pode afetar o coração de torcedores. Estudo da USP, divulgado em Arquivos Brasileiros de Cardiologia, aponta aumento de infartos durante jogos da seleção brasileira. A torcida vibrante eleva a carga emocional e o risco cardíaco.
Entre os fatores, a adrenalina gerada por partidas decisivas aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial. Em pessoas predispostas, isso pode desencadear crises hipertensivas, arritmias e, em casos extremos, infarto. Especialista orienta como se preparar.
Cristiano Faria Pisani, cardiologista e presidente da SOBRAC, explica o mecanismo: a resposta de “luta ou fuga” libera hormônios como adrenalina e cortisol, acelerando o batimento e contraindo vasos sanguíneos. Sintomas incluem palpitações e tontura.
O que acontece com o coração na Copa
Em jogos tensos, ansiedade e estresse elevam a atividade hormonal. O efeito é um coração que bate mais rápido e responde com variações elétricas, podendo levar a taquicardia ou fibrilação atrial. Em quadros graves, aumenta-se o risco de complicações.
O grupo de risco inclui hipertensos, pessoas com colesterol alto, obesidade, tabagismo e indivíduos com doenças cardíacas já detectadas. A combinação de nervosismo com hábitos inadequados eleva ainda mais a probabilidade de problemas.
Como torcer com segurança
Além do estresse emocional, hábitos como consumo excessivo de álcool, sal e gorduras, além de sono irregular, agravam o risco. Adotar medidas simples ajuda a reduzir problemas cardíacos durante a Copa.
Entre as recomendações, manter o sono entre 7 e 9 horas, conforme orientação do Ministério da Saúde. Controlar a ingestão de álcool e evitar misturá-lo com estimulantes é essencial para a condução elétrica do coração.
Rotina medicamentosa não deve ser interrompida. Quem usa remédios para pressão, diabetes ou doenças cardíacas precisa seguir o tratamento e evitar misturas com álcool quando indicado pelo médico.
Reduzir sal e gorduras na alimentação também é recomendado. O objetivo é evitar sobrecarga vascular e manter a pressão sob controle durante as partidas.
Atendimento rápido pode fazer a diferença
Caso apareçam sinais como descompasso cardíaco, palpitações intensas, dor no peito, falta de ar, tontura ou desmaio, é essencial buscar ajuda médica imediata. A orientação é reconhecer rapidamente os sintomas e agir sem atraso.
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