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Deslizamentos recentes na Indonésia devastam orangotangos raros, estudo diz

Deslizamentos causados pelo ciclone Senyar devastam orangotangos de Tapanuli em Sumatra; mais de cinquenta mortos entre cerca de oitocentos, elevando o risco de extinção

Fewer than 800 Tapanuli orangutans remain in the wild, all of them on the island of Sumatra in Indonesia.
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  • Deslizamentos em Sumatra, alimentados por chuvas intensas associadas à mudança climática, levaram a perdas na população de orangotango de Tapanuli.
  • Mais de cinquenta orangotangos morreram, dentre uma população estimada de cerca de oitocentos indivíduos.
  • Os achados foram publicados pela revista Current Biology nesta quarta-feira.
  • O desastre ocorreu após o ciclone Senyar, em novembro, que provocou inundações e deslizamentos que causaram devastação humana.
  • Os pesquisadores destacam que as mudanças climáticas devem piorar a situação e reforçam a necessidade de ações de conservação.

O regrettável conjunto de deslizamentos de terra na Indonésia, impulsionado por mudanças climáticas, tirou a vida de mais de 50 orangutangues Tapanuli na ilha de Sumatra. A tragédia ocorreu durante as fortes chuvas associadas ao ciclone Senyar, em novembro do ano passado. A perda afeta uma população total estimada em torno de 800 indivíduos.

A pesquisa publicada na revista Current Biology nesta semana aponta que mais de 5% da espécie pode ter desaparecido devido aos deslizamentos. O estudo utiliza dados de campo e modelagem para estimar o impacto ecológico decorrente do evento extremo. As mortes ocorrem em meio a uma população já fragilizada por décadas de perda de habitat.

Segundo os autores, entre as vítimas estão indivíduos jovens, o que agrava o risco de recuperação populacional. A análise ainda indica que o padrão de desastres naturais intensifica pressões sobre a espécie, já ameaçada de extinção pela fragmentação de seu habitat.

Os cientistas destacam que o clima mais úmido e intenso aumenta o risco de deslizamentos na região: a chuva associada ao ciclone elevou a erosão e o escoamento de sedimentos. Os resultados reforçam a ligação entre aquecimento global e impactos diretos na fauna selvagem.

A equipe liderada por pesquisadores de instituições internacionais ressalta a necessidade de ações rápidas de conservação. Medidas incluem proteção de habitats remanescentes, restauração de corredores ecológicos e monitoramento de populações críticas para reduzir novas perdas.

Estudos anteriores já mostravam que mudanças climáticas podem intensificar eventos urbanos e rurais na região. A nova pesquisa oferece um retrato concreto de como esses eventos afetam espécies de grande porte e de alto valor conservacionista.

As autoridades locais e ambientais destacam a importância de planos de resiliência para áreas vulneráveis. Especialistas lembram que preservar habitats e reduzir a pressão de caça são fundamentais para a sobrevivência a longo prazo do Tapanuli orangutan.

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