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El Niño: especialistas divergem sobre a intensidade do fenômeno

Especialistas divergem sobre a intensidade do El Niño em 2026; impactos não dependem de evento extremo, com chuvas no Sul e secas no Norte/Nordeste, alerta Cemaden

O El Niño costuma provocar aumento das chuvas na Região Sul e períodos de seca mais intensos nas regiões Norte e Nordeste
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  • O El Niño é um aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial que pode alterar chuva e temperatura global; há discussão sobre a intensidade do fenômeno em 2026.
  • Não é necessário um El Niño de grande intensidade para provocar eventos climáticos extremos, como as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024.
  • Para ser caracterizado, o Pacífico precisa permanecer 0,5°C acima da média por pelo menos três meses consecutivos.
  • Mesmo meio grau de aquecimento envolve grande volume de água e energia, que é transferido para a atmosfera e intensifica os padrões climáticos globais.
  • No Brasil, o fenômeno costuma trazer mais chuvas à Região sul e secas mais intensas no norte e no nordeste, com efeitos no Sudeste variáveis; acompanhar os boletins do Cemaden é recomendado.

O El Niño, tema de discussão entre especialistas nas últimas semanas, pode ter impactos globais. O debate envolve a intensidade do fenômeno esperado para 2026 e se ele pode provocar eventos climáticos significativos mesmo sem ser extremo. A análise é baseada em observações de especialistas brasileiros.

Pesquisadores destacam que o aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial não é o único requisito. A definição envolve manter, por pelo menos três meses, temperatura 0,5°C acima da média histórica. O volume de água nessa região torna esse aquecimento energeticamente expressivo.

Mesmo com variações de intensidade, o El Niño tende a modificar padrões de chuva e temperatura. A comunidade científica ressalta que não é necessário um “super El Niño” para gerar desastres, apenas condições adequadas de energia e circulação atmosférica.

Como ocorre o El Niño

Segundo o professor Pedro Luiz Côrtes, do IEE/USP, o fenômeno é marcado por aquecimento persistente e por alterações na circulação global. A expressão usada pela imprensa não tem status oficial e depende da intensidade das anomalias de temperatura.

Para Côrtes, o ponto-chave é a permanência do aquecimento por três meses ou mais. Mesmo meio grau de variação em um oceano tão vasto implica grande energia acumulada, que pode intensificar processos atmosféricos em escala global.

Efeitos sobre o território brasileiro

O especialista aponta que, no Brasil, o El Niño costuma aumentar as chuvas no Sul, enquanto Norte e Nordeste podem enfrentar seca mais intensa. No Sudeste, os efeitos variam conforme a estação, com temperaturas mais altas e mudanças no regime de chuvas.

Côrtes reforça a necessidade de acompanhar boletins oficiais. Cemaden e outros órgãos emitem informações para orientar a população sobre possíveis impactos e medidas de preparação.

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