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Estudo aponta que odiar e falar mal de alguém pode aproximar pessoas

Estudo aponta que compartilhar atitudes negativas sobre terceiros aproxima desconhecidos mais rapidamente que afinidades positivas

Estudo examina como o ato de compartilhar atitudes negativas sobre terceiros atua como um poderoso agente de aproximação interpessoal.
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  • Estudo realizado nas universidades de Oklahoma e do Texas aponta que compartilhar atitudes negativas sobre terceiros une mais as pessoas do que compartilhar afinidades positivas.
  • A pesquisa teve três etapas: estudo retrospectivo com 120 universitários, estudo atual com 88 participantes e um experimento com estranhos simulando opiniões sobre um personagem fictício.
  • Em todas as etapas, verificou-se que a antipatia mútua pode promover o clique inicial entre desconhecidos, mesmo quando o sentimento é leve ou moderado.
  • As atitudes negativas “fracas” ajudam a testar as águas em uma nova interação, abrindo espaço para intimidade antes de revelarem crenças mais profundas.
  • O resultado contraria a ideia comum de que apenas positividade atrai; dados mostram que compartilhar negatividade pode acelerar o início de amizades.

O estudo realizado por pesquisadores das universidades de Oklahoma e do Texas analisou como atitudes negativas compartilhadas influenciam a proximidade entre pessoas. Os resultados sugerem que colocar em comum um desgosto por terceiros pode aproximar desconhecidos mais rápido do que compartilhar afinidades positivas.

A pesquisa foi apresentada em três etapas distintas, combinando levantamentos e experimentos controlados. O objetivo foi testar se atitudes negativas compartilhadas funcionam como elo para formar laços.

No Estudo 1, 120 universitários lembraram o amigo ou parceiro mais próximo e listaram atitudes positivas e negativas em comum no início do relacionamento. O foco foi a lembrança retrospectiva.

No Estudo 2, 88 participantes apontaram atitudes que compartilham atualmente com seus três amigos mais próximos, classificando se eram sobre pessoas ou sobre objetos. O objetivo foi reduzir distorções de memória.

Na terceira etapa, estranhos simulados foram usados para observar causa e efeito. Cada participante formou uma atitude positiva e outra negativa sobre um personagem fictício. Em seguida, soube-se se havia concordância com outra pessoa sobre a mesma opinião.

O experimento avaliou também a força da atitude e a raridade da opinião para medir impactos na formação da afinidade. Ao final, foi perguntado como o participante avaliaria a chance de estreitar relação com o estranho.

Os autores observam que a ideia de que apenas afinidades positivas geram vínculo é desmentida pela prática. Em todos os testes, atitudes negativas compartilhadas facilitaram o sentimento de proximidade inicial.

O conceito de “atitudes fracas” aparece como um mecanismo para testar águas em uma nova interação. Mesmo com desgosto moderado, é possível estabelecer uma base de pertencimento entre desconhecidos.

O estudo destaca que a percepção popular aponta a positividade como motor de amizade, mas os dados mostram o contrário: negatividade compartilhada pode impulsionar o início de uma relação, fortalecendo a sensação de grupo.

Não houve conclusão sobre permanência do vínculo, mas os autores ressaltam que esse caminho facilita o pertencimento imediato e a construção de identidade do grupo, com efeitos ainda a ser explorados.

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