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Hub de inovação da PUC-PR Hotmilk investe R$ 14,5 mi e mira divisão de deeptechs

Hotmilk destina R$ 10 milhões à criação de hub de deeptechs na PUC-PR, com operação prevista para o segundo semestre de 2028

Marcelo Moura
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  • A Hotmilk, ecossistema da PUC-PR, recebe um pacote de 14,5 milhões de reais para quatro anos, com 10 milhões destinados à criação de um hub de deeptechs e à expansão do CISIA (Centro Integrado de Soluções em Inteligência Artificial).
  • O hub de deeptechs deve ficar pronto para operar no segundo semestre de dois mil e vinte e oito, ocupando oito mil metros quadrados com novos laboratórios e startups.
  • O CISIA receberá 1,5 milhão para contratação de pessoal fixo, consolidando uma estrutura com vida própria, pesquisa avançada e capacidade de treinamento de modelos de IA.
  • Os 4,5 milhões restantes vão para o opex de centros temáticos, com foco em sustentabilidade financeira e perenidade, mantendo a atuação colaborativa com empresas.
  • Até 2030, a Hotmilk pretende ter mais três hubs: healtechs em Londrina, além de agtechs e climatechs, com o objetivo de aprofundar referências científicas nessas frentes sem criar silos.

A PUC-PR vai ampliar o Hotmilk com a criação de um hub de deeptechs, voltado a startups de base científica. O projeto recebeu 10 milhões de reais neste plano de quatro anos, com previsão de funcionamento no segundo semestre de 2028. O conjunto soma 14,5 milhões em investimentos, incluindo o reforço do CISIA.

O investimento destina-se à construção de uma área física no campus, com dois andares adicionais. A Hotmilk passa a ocupar 8 mil metros quadrados, com laboratórios e espaços para novas startups. O foco é ampliar a atuação em IA, biotecnologia e ciências.

O plano prevê fortalecimento do ambiente entre pesquisadores, empreendedores, investidores e empresas. A proposta utiliza um modelo de colaboração com corporações para validar produtos e viabilizar receitas estáveis sem exigir participação societária imediata.

O CISIA receberá 1,5 milhão para contratar equipes fixas de IA, incluindo gerentes, especialistas e técnicos. O centro já possui infraestrutura e investiu mais de 5 milhões em capacidade computacional para treinamento de modelos.

Segundo a Hotmilk, o objetivo é criar uma estrutura com vida própria, distinta de demandas pontuais de empresas. O hub de deeptechs busca reduzir gargalos de go-to-market em tecnologias avançadas.

Caso de referência citado envolve uma parceria entre uma startup do hub e uma grande empresa, com desenvolvimento conjunto de algoritmos e interface para o cliente final. A mobilização é anunciada como exemplo da atuação colaborativa.

Além do hub de deeptechs, a Hotmilk planeja abrir mais três hubs até 2030. Um deles ficará em Londrina, dedicado a healtechs, com 1,5 mil metros quadrados e apoio do governo do Paraná.

Outras verticais em estudo incluem agtechs e climatechs. A meta é manter foco temático para aumentar a profundidade científica sem criar silos, segundo Marcelo Moura, diretor da Hotmilk.

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