- Cientistas identificam uma “mancha fria” no Atlântico Norte, ao sul da Groenlândia e da Islândia, que vem esfriando há cerca de 150 anos.
- Novo estudo relaciona esse resfriamento à possível fraqueza da Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico (AMOC).
- Observações de satélites, boias e navios mostram que o resfriamento ocorre também em profundidades acima de mil metros, indicando queda no transporte de calor.
- Os pesquisadores sinalizam que a AMOC estaria enfraquecendo e próximo de um ponto de inflexão que, se levado ao colapso, alteraria padrões climáticos globais, com resfriamento na Europa e aumento do nível do mar na costa leste dos Estados Unidos.
- A hipótese de colapso da AMOC é motivo de preocupação e pode influenciar políticas públicas devido aos impactos climáticos esperados.
O que é descrito como uma mancha fria no Atlântico Norte, ao sul da Groenlândia e da Islândia, tem mostrado esfriamento persistente nos últimos 150 anos. O estudo recente vincula esse comportamento à redução da Circulação Meridional de Revomvimento do Atlântico, a AMOC, que transporta calor pelo oceano.
Pesquisadores do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático combinaram dados de satélites, boias e navios com modelos climáticos. O resfriamento não fica apenas na superfície, mas se estende a mil metros de profundidade, indicando menor transporte de calor lateral.
O trabalho aponta que a AMOC estaria enfraquecendo e possivelmente se aproximando de um ponto de inflexão. Segundo os autores, a evidência de enfraquecimento da circulação é consistente com a observação da mancha fria no Atlântico Norte.
Implicações da AMOC
Caso a AMOC sofra um colapso, padrões climáticos globais poderiam se alterar. Espera-se resfriamento relativo na Europa e elevação do nível do mar ao longo da costa leste dos EUA, além de alterações na distribuição de calor no planeta.
Ao longo dos anos, diversas evidências já indicavam queda da força da AMOC por causa do aquecimento global. A circulação transporta água quente do Golfo do México para o nordeste, que então se esfria e retorna ao sul.
O estudo reforça a percepção de que há sinais de alerta precoce atuando perto de um possível ponto de inflexão da AMOC. As descobertas são tratadas como motivo de preocupação para políticas públicas e planejamento climático.
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