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Ministra diz à CNN que há estigma real em torno da endometriose

Ministra aponta estigma da dor menstrual e naturalização desde a primeira menstruação; investimento de R$ 60 milhões mira pesquisas sobre endometriose e saúde menstrual

Luciana Santos aponta que a naturalização da dor menstrual desde a primeira menstruação contribui para esse cenário
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  • O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação anunciou, na terça-feira (9), um projeto de pesquisa e desenvolvimento com R$ 60 milhões para endometriose, dor pélvica e saúde menstrual.
  • A ministra Luciana Santos disse à CNN Brasil que existe estigma e preconceito em relação às dores menstruais, o que dificulta diagnósticos e tratamentos.
  • A ação é conduzida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e envolve o SUS e o Instituto Alana.
  • A iniciativa busca reduzir lacunas de conhecimento sobre a doença, que afeta cerca de 8 milhões de brasileiras em idade reprodutiva, com 2 milhões de adolescentes, e tem atraso médio de diagnóstico de sete anos.
  • As propostas devem abranger cinco eixos temáticos (causa e prevenção, diagnóstico, tratamento, biorrepositório e impacto social) e já aponta impactos como queda na performance escolar e até 10,8 horas perdidas de trabalho por semana devido às cólicas.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) apresentou, na última terça-feira, um projeto de pesquisa voltado à endometriose, à dor pélvica e à saúde menstrual. A iniciativa envolve o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e tem foco no desenvolvimento de soluções para o SUS.

A ministra Luciana Santos afirmou, em entrevista à CNN Brasil, que existe um estigma sobre as dores menstruais e a endometriose. A naturalização da dor desde a primeira menstruação dificulta diagnósticos e tratamentos.

O investimento previsto é de R$ 60 milhões, segundo o Ministério da Saúde. O montante visa apoiar pesquisas que melhorem diagnóstico, tratamento e prevenção dessas condições, com impacto direto na qualidade de vida das mulheres.

A ação envolve o MCTI, o CNPq e a participação do Instituto Alana, com aporte de dados e apoio a pesquisas. O objetivo é criar soluções aplicáveis ao SUS e estimular a participação da sociedade civil e da iniciativa privada.

Investimento e parcerias

As propostas precisam se enquadrar em cinco eixos temáticos: causa e prevenção, diagnóstico, tratamento, biorrepositório e impacto social. Dados oficiais destacam subdiagnóstico da endometriose e atraso médio de sete anos para o diagnóstico.

A doença afeta cerca de 8 milhões de brasileiras em idade reprodutiva, com 2 milhões de adolescentes. As pesquisas devem reduzir lacunas de conhecimento e melhorar a assistência à saúde feminina.

Impacto na vida das mulheres

Estudos apontam que muitas alunas faltam às aulas por cólicas intensas, prejudicando o desempenho escolar. Em termos de produtividade, as cólicas podem reduzir horas de trabalho semanais. A iniciativa visa mudar esse cenário com tratamentos mais eficazes.

A ministra reforçou a importância de incorporar a perspectiva da saúde feminina às políticas de ciência e tecnologia. O objetivo é ampliar o recorte de gênero em ações estratégicas do setor.

O Ministério enfatizou que as pesquisas devem, no longo prazo, resultar em opções terapêuticas mais eficazes para dores ligadas à saúde menstrual e à endometriose. A expectativa é de avanços significativos nos próximos anos.

Sob supervisão de Thiago Félix

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