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Mortes por afogamento no Sri Lanka ligadas a eventos climáticos extremos

Mais de trinta afogamentos em rios no Sri Lanka entre doze e vinte e um de abril revelam risco de inundações e mudanças de curso causadas por eventos extremos

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  • Em 16 de abril, oito membros da família de Priyantha Kumara morreram ao serem arrastados por correntes fortes no rio Deduru Oya, no noroeste do Sri Lanka.
  • Entre 12 e 21 de abril, a polícia informou mais de trinta mortes por afogamento em rios do país, destacando riscos de enchentes e correntezas.
  • A Polícia informou que, no ano passado, quarenta e oito pessoas morreram por afogamento em rios, e em 2024 foram registradas cerca de 595 fatalidades nesse tipo de acidente.
  • A Marinha do Sri Lanka disse que o seu Grupo de Mergulho recuperou cento e quarenta e oito corpos entre maio de 2022 e maio de 2023.
  • Especialistas destacam que rios meandrantes, com margens erosionadas e variações de velocidade, ficam mais perigosos durante cheias e mudanças climáticas, fenômenos agravados por eventos extremos de chuva.

Deduru Oya, Sri Lanka, registrou tragédia na tarde de 16 de abril, quando oito membros da família de Priyantha Kumara, entre eles esposa, filho, irmão, sogro e outros parentes, foram arrastados por corrente forte. O incidente ocorreu enquanto o grupo nadava em uma área popular chamada Kuriyagas Mankada, no distrito de Kurunegala.

Dados oficiais indicam que as autoridades registraram mais de 30 afogamentos em rios entre 12 e 21 de abril, evidenciando os riscos de enchentes em cursos d’água. No ano anterior, a polícia informou 376 mortes por afogamento em rios, com 595 ocorridas em 2024.

Kumara, morador de Gopallawa, relatou que o sonho de seus familiares de fechar reformas e celebrar a casa nova ficou abruptamente interrompido. O familiar enfatizou que a família não sabia nadar e pediu cautela ao se expor a rios durante períodos de risco.

Dinâmica dos rios e riscos

O Deduru Oya é quintal da quinta maior bacia hidrográfica do país, com mais de 2,6 mil km². Em 2025, o reservatório precisou de descargas emergenciais por conta de ciclone, que provocou enchentes, deslizamentos e deslocamentos de mais de 2,3 milhões de pessoas. Especialistas alertam que rios meandrosos sofrem erosão acentuada nas margens externas, criando canais profundos e mudanças de curso.

Estudos com sensoriamento remoto indicam que o Deduru Oya alterou bastante seu contorno entre 1989 e 2021, com maior variação nas curvas de meandros recentes. Analistas destacam que eventos climáticos extremos elevam a energia da água, aumentando velocidades e erosão, o que eleva o risco de afogamentos por quedas em trechos fundos.

Professores e especialistas em hidrologia ressaltam que a variação de vazão após enchentes eleva a velocidade da corrente, afetando áreas antes consideradas seguras para banho. A sedimentação e o assoreamento aceleram a migração do curso, e novas correntezas podem surgir, complicando a segurança nas margem.

Especialistas sugerem que a população busque locais de banho mais seguros e informados, evitando áreas com indícios de erosão ou alterações de leito. Em resposta, planos nacionais visam criar mecanismos de prevenção de afogamentos e investir na construção de pontos de banho protegidos.

O pesquisador L. Sooriyabandara destaca que a água em curvas rápidas representa um risco particular para quem não sabe nadar, especialmente durante a temporada de monções. Já Nilusha Darshana, com experiência na região de Kelani, alerta para poços profundos formados por atividades como mineração de areia, ressaltando a importância de consultar moradores locais sobre as condições do rio.

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