- Estudo sobre CAR-T realizado em Ribeirão Preto, SP, apresenta dados preliminares de segurança e eficácia para linfoma e leucemia, iniciado em março de 2024.
- No grupo de linfoma, 18 pacientes receberam a terapia até agora, com 88% de resposta, sendo a maioria com resposta completa.
- Ao todo, o estudo já inclui 75 pacientes, com 25 em tratamento, em cinco hospitais do país.
- O objetivo é subsidiar a oferta pelo Sistema Único de Saúde e recrutará pelo menos 100 pacientes com acompanhamento mínimo de um ano.
- A pesquisa busca tornar a CAR-T acessível pelo SUS, reduzindo o custo atual da terapia, que chega a cerca de R$ 2,5 milhões por família.
O que aconteceu: resultados preliminares de um estudo brasileiro com a terapia CAR-T para linfoma foram apresentados em Ribeirão Preto. A pesquisa avalia segurança e eficácia no Brasil, com o objetivo de subsidiar o uso pelo SUS.
Quem está envolvido: USP, Instituto Butantan e Hemocentro de Ribeirão Preto conduzem o estudo, que envolve cinco hospitais. Atuais dados envolvem 18 pacientes com linfoma, tratados até agora.
Quando e onde: apresentação ocorreu na quarta-feira, 10, em Ribeirão Preto (SP). O estudo começou em março de 2024 e está na fase clínica I/II, em cinco unidades de saúde.
Resultados até agora: 88% de resposta entre os pacientes de linfoma; a maioria corresponde a resposta completa, com desaparecimento do linfoma em boa parte dos casos. 25 pacientes já recebem tratamento.
Quem está envolvido nos resultados: Rodrigo Calado, diretor-presidente do Hemocentro e pesquisador principal, descreveu os dados. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da coletiva e comentou sobre o estágio do tratamento.
Por que é importante: o protocolo busca recrutar pelo menos 100 pacientes, com acompanhamento de um ano para avaliar segurança e eficácia. A análise subsidia a possível autorização pela Anvisa.
O que é CAR-T: células de defesa do próprio paciente são modificadas em laboratório para reconhecer tumores. O processo envolve coleta sanguínea, purificação de linfócitos T e ativação por meio de modificação genética.
Como funciona a terapia: os linfócitos T modificados são multiplicados, congelados e reintroduzidos ao paciente por transfusão. O paciente permanece internado para monitoramento de complicações eventuais.
Impacto esperado: o objetivo é tornar a CAR-T uma opção acessível pelo SUS, reduzindo o custo atual, estimado em cerca de 2,5 milhões de reais por paciente. O avanço pode ampliar o acesso a tratamentos desse tipo.
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