- A Radix aposta em automação, monitoramento remoto e inteligência artificial para reduzir o número de trabalhadores embarcados em plataformas de petróleo, buscando operação com menos pessoas no mar.
- O objetivo é que especialistas acompanhem operações críticas a partir de centros de controle em terra ou até de casa, reduzindo infraestrutura e exposição a riscos.
- A adoção da IA em operações industriais exige maior confiabilidade do que aplicações para consumo, pois falhas podem levar a situações de alto risco, como superaquecimento ou incêndio.
- Em trabalhos práticos, a Radix cita queda significativa de interrupções: em uma fábrica de papel, houve redução de 60% nas quebras, e soluções de IA já são usadas em linhas de metrô no Brasil e nos EUA para monitorar máquinas e evitar paradas.
- A implementação costuma ser de longo prazo e envolve validação rigorosa, mas, quando bem-sucedida, resulta em ganhos expressivos de eficiência e financeiros.
Em entrevista ao programa Revolução IA, João Carlos Chachamovitz, CEO da Radix, afirma que IA, automação e monitoramento remoto estão redesenhando operações no setor de óleo e gás. A ideia é reduzir o número de profissionais embarcados em plataformas.
Segundo ele, o objetivo é permitir que especialistas acompanhem operações críticas a partir de centros de controle em terra ou de casa, chegando a um modelo com mínimo de pessoas embarcadas. A Radix já trabalha em projetos que buscam esse cenário.
Chachamovitz alerta que a confiabilidade é crucial em operações críticas, especialmente em refinarias, onde falhas podem causar explosões ou incêndios. A empresa atua há 16 anos, com atuação global em óleo e gás, mineração e papel e celulose.
Aplicações e resultados
Em uma fábrica de papel, a Radix reduziu interrupções em 60%, enfatiza o executivo. Em linhas do metrô de São Paulo e de outras cidades, as soluções monitoram motores, portas e climatização para evitar falhas e atrasos.
O desafio técnico envolve validação de sistemas de IA em ambientes industriais, com ênfase na prevenção de paradas não previstas. Quando bem-sucedidas, as soluções geram ganhos expressivos de eficiência e custos.
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