- O reator KSTAR, da Coreia do Sul, alcançou o marco de manter plasma estável em temperaturas de fusão por 102 segundos, em Daejeon.
- Durante o período, o plasma permaneceu no modo de alto confinamento (modo H) e atingiu 100 milhões de graus Celsius por 48 segundos.
- O feito representa números recordes na pesquisa de fusão nuclear neste ano e reforça o potencial do KSTAR para demonstrar viabilidade de energia de fusão em escala comercial.
- O KSTAR é operado pelo Instituto Coreano de Energia de Fusão (KFE) e é um dos três reatores experimentais de fusão promissores na Ásia, junto com JT-60SA e CFETR.
- A vitória do reator é acompanhada pela busca de soluções para manter plasma estável em alta temperatura, fundamental para avançar no caminho da energia de fusão.
O reator de fusão KSTAR, operado pelo Instituto Coreano de Energia de Fusão (KFE), em Daejeon, atingiu um marco histórico neste ano ao manter plasma estável em temperaturas de fusão por 102 segundos. O feito ocorreu enquanto o plasma estava no modo de alto confinamento (H). A temperatura do plasma permaneceu em torno de 100 milhões de graus Celsius por 48 segundos.
A conquista destaca o avanço da Coreia do Sul no desenvolvimento de fusão com finalidade comercial. O KSTAR busca demonstrar a viabilidade de energia de fusão em escala utilitária, contribuindo para uma linha internacional de pesquisas com reactor experimental.
Contexto internacional: na Ásia, outros projetos também seguem desenvolvendo tecnologia de fusão. O JT-60SA, com participação europeia, fica em Naka, Japão, e o CFETR, na China, está em construção em Hefei. Esses projetos integram o esforço global de demonstrar diferentes caminhos de confinamento e operação.
Segundo a equipe do KFE, manter o plasma em modo H por mais tempo sem perdas significativas é essencial para compreender o comportamento da plasma e os limites do sistema. As equipes buscam otimizar controle magnético, aquecimento e estabilidade para avanços futuros.
Além disso, a notícia destaca que a pesquisa atual foca em estabilizar o plasma em altas temperaturas com maior duração. Os resultados ajudam a mapear os próximos passos para reduzir instabilidades e aumentar a eficiência do processo de fusão.
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