- Estudo internacional VESALIUS-CV acompanhou 3.655 pessoas com diabetes, em quase cinco anos, envolvendo 33 países, incluindo o Brasil, para avaliar evolocumabe (inibidor de PCSK9) com estatinas.
- Concluiu que reduzir o LDL reduz eventos cardiovasculares em pacientes de alto risco que ainda não tiveram infarto ou AVC.
- O uso combinado de evolocumabe com estatinas mostrou benefício superior ao uso de estatinas sozinho na redução do risco cardíaco.
- Quem recebeu o medicamento atingiu média de LDL de 44 mg/dL, nível muito abaixo do habitual na população.
- O estudo reforça a importância de estratégias preventivas precoces para proteger o coração.
O estudo publicado em março na JAMA reforça que reduzir o LDL, conhecido como colesterol ruim, está associado à queda de eventos cardiovasculares em pacientes de alto risco que ainda não sofreram infarto ou AVC. A pesquisa analisou dados de 3.655 pessoas com diabetes, parte de uma coorte maior chamada Vesalius-CV, que reuniu mais de 12 mil voluntários ao longo de quase cinco anos.
A Vesalius-CV envolve pesquisadores de 33 países, incluindo o Brasil, e avalia a eficácia do evolocumabe, medicamento da classe PCSK9. O objetivo foi verificar se a queda do LDL, com esse tratamento, aproxima-se de reduzir o risco cardiovascular nesses pacientes.
A combinação de evolocumabe com estatinas mostrou benefícios superiores ao uso isolado de estatinas, segundo os resultados. Os participantes que receberam o medicamento atingiram uma média de LDL em torno de 44 mg/dL, nível muito abaixo do usual na população.
Resultados e implicações
Os autores destacam que os achados apoiam a adoção precoce de estratégias preventivas para pacientes de alto risco. O estudo também aponta que a redução adicional do LDL cedeu a riscos menores de eventos cardíacos, sem efeitos adversos relevantes nos níveis de LDL durante o tratamento.
O papel do LDL na fisiologia é multifacetado. Em níveis adequados, o colesterol participa da estrutura das membranas celulares, facilita a entrada e saída de substâncias, e é necessário para a síntese de hormônios e vitamina D. A mensagem central é evitar o excesso, não demonizar o LDL de forma absoluta.
Considerações sobre o tratamento
Os especialistas ressaltam que a evidência sustenta combinar terapias quando indicado, especialmente em pessoas com diabetes e alto risco cardiovascular. A pesquisa reforça a importância de acompanhar os níveis de LDL e ajustar o tratamento conforme orientação médica, com foco na proteção cardíaca.
Entre na conversa da comunidade