- No ASCO 2026, estudo com Prosigna mostrou que pacientes com câncer de mama inicial e linfonodos comprometidos podem não se beneficiar da quimioterapia se apresentarem perfil genômico de baixo risco, influenciando decisões tanto em mulheres na pré-menopausa quanto na menopausa.
- O resultado reduz dúvidas sobre uso de quimioterapia em mulheres jovens com doença nodal, destacando a personalização do tratamento sem comprometer desfechos oncológicos.
- A tendência destacada é combinar redução de tratamentos desnecessários com o desenvolvimento de terapias mais sofisticadas para quem realmente precisa.
- No melanoma, as terapias celulares com células T infiltrantes de tumor (TIL) ganharam foco, com novas abordagens de produção potencialmente mais simples e promissoras.
- O movimento geral no congresso aponta para ampliar o papel de terapias personalizadas e celulares no combate ao câncer, mantendo foco na eficácia e na minimização de efeitos adversos.
O Congresso Americano de Oncologia (ASCO) 2026, realizado em Chicago, evidenciou avanços simultâneos na redução de tratamentos desnecessários e no desenvolvimento de terapias inovadoras. Estudos apresentados mostraram como a personalização do tratamento ganha espaço na prática clínica, especialmente em câncer de mama e melanoma.
A orientação de quimioterapia em câncer de mama passou por refinamento com o uso do teste genômico Prosigna. Pesquisas mostraram que pacientes com doença inicial e linfonodos comprometidos não apresentam benefício significativo da quimioterapia quando o perfil genômico é de baixo risco. O estudo incluiu both pré-menopáusicas e mulheres na menopausa.
O impacto é relevante para a prática clínica. A decisão de indicar quimioterapia passa a considerar o perfil genômico, reduzindo exposições a efeitos adversos sem comprometer desfechos oncológicos. A personalização do tratamento, nesse caso, fica centrada no perfil tumoral do paciente.
Melanoma e terapias celulares
No melanoma, os inibidores de checkpoint continuam sendo a base da imunoterapia, com respostas duradouras em muitos casos. Contudo, parte dos pacientes não responde ou desenvolve resistência, abrindo espaço para novas estratégias.
As terapias celulares ganharam destaque, especialmente os linfócitos infiltrantes de tumor, conhecidos como TIL. A abordagem envolve colher células de defesa do próprio tumor, expandi-las em laboratório e reinfundi-las ao paciente para potencializar a resposta imune.
A ASCO 2026 apresentou uma geração de terapias celulares que pode simplificar a produção e ampliar o alcance terapêutico. Mesmo ainda em desenvolvimento, o caminho apontado é de maior integração dessas abordagens no tratamento do melanoma, com perspectivas de aplicação em outros tumores.
Esses avanços refletem uma tendência comum: identificar pacientes que podem evitar tratamentos mais intensos e, ao mesmo tempo, desenvolver estratégias mais sofisticadas para quem precisa de novas opções.
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