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Viver na Lua, meta principal do Artemis, diz cientista da Nasa

Artemis busca presença permanente na Lua, com missão quatro testando acoplamento e base lunar patrocinada por empresas privadas, avançando rumo à habitação e ciência duradoura

Quatro astronautas foram anunciados nesta semana pela agência (Brandon Bell/Getty Images)
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  • A Nasa revelou os membros da missão Artemis III, prevista para 2027, que testa mecanismos de acoplagem entre os módulos de pouso e a nave Orion, com os astronautas Andre Douglas, Frank Rubio, Luca Parmitano e Randy Bresnik a bordo.
  • O objetivo maior do programa é levar a humanidade à Lua e estabelecer presença permanente no satélite, conforme a diretora da área científica da Nasa, Nicky Fox.
  • A Artemis IV deve levar uma equipe para viver por uma semana na superfície lunar, para analisar várias características do ambiente e avançar na compreensão do espaço.
  • A Moon Base, base humana na Lua, já recebe parcerias com empresas privadas como Blue Origin, SpaceX, Astrobotic e Lunar Outpost para desenvolver tecnologia para uma morada no satélite.
  • Pesquisas futuras incluem cultivar plantas no regolito lunar e entender a atividade sísmica da Lua, já que mesmo sendo rocha, o corpo celeste é relativamente ativo e pode indicar caminhos para localizar água e voláteis.

A Nasa divulgou nesta semana os integrantes da missão Artemis III, com foco em testar acoplamentos entre os módulos de pouso e a nave Orion. A saída está prevista para 2027, com astronautas a bordo para avançar a presença humana na Lua.

Os nomes confirmados para a missão incluem Andre Douglas, Frank Rubio, Luca Parmitano e Randy Bresnik. O objetivo imediato é avaliar mecanismos de acoplagem e preparar a infraestrutura para futuras Missões Artemis, que devem abrir caminho para a permanência do homem no satélite.

Para além da Artemis III, a agência planeja a Artemis IV, que irá levar uma equipe para viver na superfície lunar por uma semana. O objetivo é realizar pesquisas profundas e entender as condições para uma base estável.

Planos de longo prazo

A Nasa trabalha em parceria com empresas como Blue Origin, SpaceX, Astrobotic e Lunar Outpost para estabelecer a Moon Base. Projetos de mobilidade, vestuários especializados e drones integram os movimentos rumo à presença permanente.

A diretora da Diretoria de Missões Científicas, Nicky Fox, destaca que cada missão se apoia na anterior. Ela também comenta pesquisas sobre cultivo de plantas no regolito lunar e sobre a atividade sísmica do astro.

Estudos sísmicos buscam mapear vibrações causadas por micrometeoritos e pela gravidade terrestre, ajudando a localizar elementos voláteis e potencialmente água. Tais dados orientam a construção de bases estáveis.

A narrativa histórica muda: da chegada à Lua há décadas para uma presença contínua. A Artemis IV e a Moon Base, dizem especialistas, representam a etapa que transforma a Lua em polo de ciência e moradia temporária.

As iniciativas visam entender como o corpo humano reage a longos períodos no espaço e na gravidade reduzida, preparando-se para futuras missões a Marte. As ações combinam ciência, tecnologia e logística.

Fazer ciência na superfície lunar é o objetivo central, com monitoramento da saúde da tripulação a cada etapa. O planejamento envolve preparar ambientes de trabalho que apoiem atividades científicas e operacionais na Lua.

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