- A Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) confirmou a formação do El Niño, com águas superficiais do Pacífico equatorial mais quentes que o normal.
- O fenômeno deve se intensificar durante o inverno de 2026-2027 no Hemisfério Norte.
- Em maio, a probabilidade estimada era de 82%; a atualização de junho confirma o evento.
- Há 63% de chance de um El Niño muito forte entre novembro e janeiro, possivelmente entre os maiores já registrados desde 1950.
- Os impactos no Brasil variam por região: Sul pode ter mais chuva; Norte e parte do Nordeste podem enfrentar redução de precipitações; Sudeste e Centro-Oeste podem ver calor e chuvas mal distribuídas.
A Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) confirmou a chegada do El Niño. O fenômeno envolve aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial e pode alterar padrões de chuva e calor no mundo. A NOAA aponta que as condições já estão presentes e devem se intensificar no inverno de 2026-2027 no Hemisfério Norte.
A confirmação era esperada após meses de aquecimento gradual no Pacífico e de projeções de alta probabilidade de desenvolvimento no primeiro semestre de 2026. Em maio, a NOAA estimou 82% de chance de ocorrer; em junho, o evento foi oficialmente confirmado e passa a ter foco na intensidade.
El Niño e La Niña são fases do ENOS, o El Niño-Oscilação Sul. O El Niño envolve aquecimento de pelo menos 0,5°C nas águas do Pacífico Equatorial, com frequência de dois a sete anos e duração média de 12 meses.
Impactos esperados no Brasil
Os efeitos variam por região. No Sul, costuma aumentar a chuva e o risco de temporais. No Norte e parte do Nordeste, pode haver redução de precipitações, elevando a chance de seca. Sudeste e Centro-Oeste podem ter calor frequente e pancadas irregulares.
A força do fenômeno depende do aquecimento oceânico e da resposta da atmosfera. Para que haja intensidade elevada, o oceano aquecido precisa atuar de forma acoplada ao sistema atmosfera-oceano de forma persistente.
Segundo a NOAA, há probabilidade de El Niño muito forte entre novembro e janeiro. Estimativas indicam até 63% de chance de um dos maiores eventos já registrados desde 1950, com impactos potenciais na agricultura, nos reservatórios de água e na geração de energia.
A notícia ressalta que, mesmo em fraca ou moderada intensidade, o El Niño pode intensificar extremos em um mundo já aquecido, elevando riscos de seca, enchentes e ondas de calor. As autoridades continuam monitorando a evolução do evento.
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