- Pesquisadores da Universidade de Bari Aldo Moro criaram o Inventário de Doginburgh para medir a lateralidade em cães, combinando quatro testes e gerando um índice composto com cinco categorias.
- Foram testados 43 cães de várias raças, com atividades como manipular um brinquedo recheado, alcançar uma recompensa fora do alcance e descer degraus ou uma sarjeta.
- Ao todo, 21 cães mostraram preferência pela pata esquerda, 13 pela direita e 9 foram ambidestros; não houve uma tendência geral entre os animais.
- O estudo, publicado na Royal Society Open Science, aponta que a direção e a intensidade da lateralidade podem influenciar fisiologia, resposta imune e comportamento dos cães.
- Os autores ressaltam que é uma prova de conceito e que são necessários mais cães para confirmar padrões da espécie, mencionando ainda pesquisas sobre gatos.
Em estudo da Universidade de Bari Aldo Moro, na Itália, pesquisadores apresentam um método para medir a lateralidade em cães. A novidade visa substituir métodos anteriores, que apresentavam resultados inconsistentes conforme a tarefa.
A pesquisa afirma que cães exibem preferência por uma pata em determinadas atividades, não apenas ao manusear objetos, mas também em tarefas de locomoção. O objetivo é compreender como essa preferência se mantém ou varia.
O trabalho, publicado no Royal Society Open Science, foi feito com 43 cães de várias raças. A nova ferramenta, inspirada no Inventário de Edimburgo, classifica a força da lateralidade em cinco categorias.
Metodologia
Os autores criaram o inventário Doginburgh, que soma dois testes de manipulação e dois de locomoção. O conjunto de tarefas produz um índice composto da direção e da intensidade da lateralidade.
Os cães passaram por um teste de brinquedo recheado, observando qual pata são mais usados para alcançar petiscos. Em casa, donos gravaram um teste de alcance sob móveis, forçando o uso da pata dominante.
Na segunda fase, os cães desciam uma escadaria e desciam uma sarjeta ao lado do dono, enquanto o primeiro passo era registrado. Cada uso de pata foi contado para calcular o índice final.
Resultados e implicações
Ao final, 21 cães mostraram preferência pela pata esquerda (10 fraca, 11 forte), 13 pela direita e 9 foram ambidestros. Não houve uma tendência geral universal na amostra.
O estudo é uma prova de conceito. Pesquisas maiores são necessárias para confirmar padrões da lateralidade canina e suas possíveis relações com fisiologia e comportamento.
Observações de especialistas
Um pesquisador envolvido aponta que a direção e a intensidade da lateralidade podem influenciar respostas imunes, comportamento e sociabilidade dos cães. Estudos adicionais devem ampliar a amostra e explorar impactos clínicos.
Além disso, os autores mencionam que pesquisas sobre gatos já indicam padrões de preferência lateral em sono, abrindo caminho para comparações entre espécies.
Entre na conversa da comunidade