- A Coreia do Sul investe em IA para elevar produtividade industrial, com foco na qualificação da força de trabalho.
- O país é influente na produção de chips, abrigando Samsung e SK Hynix, mas enfrenta envelhecimento populacional, queda de natalidade e competição chinesa.
- Universidades Koreatech e Kaist recebem recursos para treinar IA e automação, incluindo ambientes de realidade virtual e salas limpas.
- Na Kaist, o projeto Kairos coordena robôs e fluxos de trabalho em uma fábrica em miniatura, com IA monitorando operações em tempo real e interrompendo atividades inseguras.
- O objetivo é chegar a fábricas com intervenção humana mínima, as chamadas “dark factories”, para aumentar eficiência — com ganhos estimados de até vinte por cento em algumas operações.
A Coreia do Sul acelera a incorporação de IA na indústria para aumentar a produtividade. Em especial, há investimentos em formação de trabalhadores para acompanhar a automação e a digitalização de processos. A iniciativa ganha evidência em museus de carreira, universidades e centros de pesquisa.
No Korea Job World, uma atração com headset de realidade virtual transporta visitantes a uma fábrica de semicondutores em 3D. O objetivo é mostrar etapas básicas da produção para jovens e estudantes, conectando aprendizado a necessidades da economia nacional.
A atuação governamental mira ampliar qualificação da força de trabalho diante da transformação tecnológica global. O país abriga grandes players de chips, como Samsung e SK Hynix, o que reforça a aposta em IA para elevar ganhos de produtividade.
Cenário institucional
Na Sungkyunkwan University SKKU, currículos voltados à aplicação de IA são desenvolvidos para diversas áreas. Universidades e institutos também investem em pesquisa e treinamento com foco industrial, fortalecendo a formação técnica para a automação.
Em Koreatech, estudantes treinam em ambientes que simulam condições reais, com realidade virtual, realidade mista e laboratórios especializados. A instituição destaca um dos melhores índices de empregabilidade do país, com cursos de IA e automação.
No Kaist, em Daejeon, a 160 quilômetros de Seul, o foco é um sistema operacional para coordenação de ambientes altamente automatizados. Em uma fábrica em miniatura no campus, robôs operam com sincronização e monitoramento em tempo real.
Dados preliminares indicam ganhos de eficiência de até 20% e redução de robôs necessários em algumas operações, segundo pesquisadores da Kaist. O objetivo é viabilizar “dark factories” com intervenção humana mínima.
Desdobramentos práticos
O Kairos, o sistema desenvolvido pela Kaist, coordena fluxos de trabalho, identifica gargalos e emite alertas de segurança. Em demonstração, a entrada de alguém sem EPIs em área restrita interrompe parte da linha, evidenciando controle de riscos.
Especialistas afirmam que a iniciativa amplia a relação entre IA, robótica e manufatura, com impactos diretos na produtividade. O programa também busca reduzir demanda por mão de obra em alguns segmentos, sem contrariar a necessidade de requalificação.
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