- Nesta sexta-feira, 12 de junho, o Dia dos Namorados deve movimentar o país, mas exige atenção à saúde.
- A tadalafila, genérico conhecido como “tadala”, é amplamente vendida no Brasil para disfunção erétil e costuma ser indicada a partir dos 40 anos.
- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que uso recreativo pode provocar infarto, AVC, hipotensão, perda de visão ou audição e dependência psicológica.
- Um estudo da University of British Columbia aponta aumento de oitenta e cinco por cento no risco de doenças graves na retina ou no nervo óptico entre usuários regulares.
- O uso com álcool pode ter efeito paradoxal, reduzindo energia e alterando a resposta dopaminérgica durante a celebração.
O Dia dos Namorados deve movimentar o comércio e os encontros pelo Brasil nesta sexta-feira, 12 de junho. Em meio à celebração, especialistas alertam para riscos do uso de medicamentos para disfunção erétil sem indicação médica. A tadalafila, conhecida como tadala, figura entre os genéricos mais vendidos no país em 2024.
A droga é indicada para tratar disfunção erétil em homens a partir dos 40 anos, mas vem sendo consumida por jovens sem diagnóstico. Profissionais de saúde destacam que o remédio funciona, em muitos casos, como estímulo psicológico, sem benefício real para quem não tem problema fisiológico.
Riscos à saúde
A Anvisa alerta para efeitos graves quando a tadalafila é usada de forma recreativa ou estética. Entre eles estão infarto, AVC, hipotensão, além de possíveis perda de visão ou audição. Também há preocupação com dependência psicológica associada ao uso indevido.
Estudos indicam que o uso regular pode aumentar o risco de complicações oculares. Dados da University of British Columbia apontam elevação de até 85% na probabilidade de desenvolver condições graves na retina ou no nervo óptico entre usuários frequentes.
Combinações e impactos
A prática de misturar tadalafila com bebidas alcoólicas pode, segundo especialistas, reduzir a atividade dopaminérgica e comprometer a energia durante atividades festivas. A orientação é buscar avaliação médica e seguir a posologia indicada, evitando automedicação.
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