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Epigenética mostra que marcas herdadas dos pais vão além do DNA

Estudo com mais de trinta mil famílias mostra que o ambiente criado pelos pais influencia peso e desempenho escolar, além do DNA herdado

Genes herdados / SaúdeLab
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  • Estudo com mais de trinta mil famílias sugere que a influência dos pais vai além do DNA herdado, incluindo o ambiente criado em casa.
  • Os pesquisadores mantêm que o DNA da criança continua sendo o principal fator genético para altura, IMC e desempenho escolar aos dez anos, mas não explica tudo.
  • O ambiente familiar, como hábitos de leitura, rotina, alimentação e estímulos, também influencia o desenvolvimento das crianças.
  • A pesquisa, publicada na revista Cell Genomics, aponta que parte da influência parental decorre da criação do ambiente, não apenas dos genes transmitidos.
  • Os resultados não permitem prever inteligência ou sucesso futuro, mas destacam a importância de considerar genética e ambiente juntos em estudos de saúde mental, doenças metabólicas e outras condições.

A influência parental pode ir além do DNA herdado. Um estudo com mais de 30 mil famílias aponta que genes que não são transmitidos aos filhos ainda podem moldar suas vidas. A pesquisa analisa como hábitos, rotinas e o ambiente familiar atuam junto ao material genético herdado.

Segundo os cientistas, características dos pais influenciam a criação e o dia a dia das crianças, impactando seu desenvolvimento. Quando os pais valorizam a leitura, costumam estimular estudos; hábitos saudáveis tendem a se refletir no ambiente familiar e, assim, na criação das crianças.

A pesquisa avaliou altura, IMC e desempenho escolar de crianças por volta dos 10 anos. Embora o DNA da própria criança permaneça o principal fator genético, o ambiente criado pelos pais também exerce influência relevante, especialmente no peso e no desempenho acadêmico.

Resultados e interpretação

Os autores ressaltam que olhar apenas para os genes herdados deixa de fora parte importante do processo. Ambiente, rotinas e estímulos ao longo da infância ajudam a explicar diferenças observadas entre crianças com perfis genéticos semelhantes.

A publicação, na revista Cell Genomics, não afirma que o futuro de uma criança esteja determinado pelos genes dos pais. Tampouco permite prever inteligência ou sucesso profissional. O estudo amplia a compreensão de como genética e ambiente se interligam.

Implicações futuras

A equipe sugere que entender essa relação pode orientar pesquisas sobre saúde mental, doenças metabólicas e outras condições que envolvem interação entre genes e ambiente. O objetivo é aprofundar a visão integrada de herança genética e contextos de criação.

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